Sábado, 10 de junho de 2023

Esporte e democracia: Ellen Gomes e Eduardo Nogueira falam sobre o cheerleading no Papo Xadrez

Os treinadores dessa modalidade apostam no papel de inclusão dessa modalidade em Goiânia

Postado em: 22-03-2023 às 13h08
Por: Everton Antunes
Os treinadores dessa modalidade apostam no papel de inclusão dessa modalidade em Goiânia. | Foto: Ludmila Vasconcelos

Na última segunda (21), os apresentadores Ananda Leonel e Felipe Cardoso receberam os treinadores do time de cheerleading Sealand, Ellen Gomes e Eduardo Nogueira, nos estúdios do Papo Xadrez. Em entrevista, os convidados detalharam essa prática tão comum nos Estados Unidos e contaram sobre os desafios e preconceitos do esporte no Brasil.

Nascida em 1887 na Universidade de Princeton, Estados Unidos, a prática do cheerleading – ou ‘líderes de torcida’, comumente vistas em produções do cinema estadunidense – é ainda recente a nível nacional. Em Goiânia, a modalidade foi trazida por Ellen e o co-fundador Igor Lucena, por meio de uma iniciativa da Universidade Federal de Goiás (UFG). 

O Sealand surgiu, inicialmente, como um projeto de extensão da Faculdade de Educação Física e Dança (FEFD) da UFG, em 2017, com um pequeno grupo de pessoas. À época, Ellen era aluna de Educação Física na universidade e, juntamente com Igor, deu início ao projeto.

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Já em 2018, a dupla de treinadores ergueu uma equipe de 14 atletas para o cenário competitivo nacional. As competições de cheerleading no país ocorrem nas modalidades All Star – de ginásios independentes – e universitárias – vinculadas às instituições de ensino – e, atualmente, o Sealand compete na primeira categoria. 

Antes de cursar educação física na UFG, Ellen fez um intercâmbio na Nova Zelândia durante o ensino médio, onde teve contato com o esporte. Ela também afirma: “sempre fui atleta de ginástica artística desde pequena. Desde então, veio esse sonho de mexer com esporte, dar aula”.

No entanto, ao contrário do resto do país, a treinadora explica que Goiânia não contava com a mesma estrutura para a prática de líderes de torcida, o que ela decidiu mudar ao trazer essa prática ao estado. “Eu acredito que, no nosso país, ainda priorizamos muito os esportes com bola e nos esquecemos dos outros”, ressalta. 

Já para o estudante da UFG, o primeiro contato com o cheerleading aconteceu na universidade, quando Ellen e Igor montaram uma oficina de líderes de torcida, em 2018. Eduardo conta sobre o “amor à primeira vista” com a modalidade e, hoje, também é treinador da equipe. 

No início, o estudante diz que a introdução ao esporte foi difícil, mas é possível a qualquer pessoa que queira praticá-lo. Ellen também observa sobre o público geralmente composto de “jovens adultos que estão entrando na faculdade, ou saindo, e que ainda não se encontraram em um esporte tradicional”.

Além disso, com a premissa de que é possível promover a inclusão por meio do cheerleading, a treinadora revela planos futuros. “O meu maior projeto é trazer a ginástica para os idosos. Quero levar isso para as idades mais avançadas. É possível, com certeza”, projeta. 

Sobre os desafios e preconceitos do cheerleading no Brasil, os atletas enumeram a falta de investimentos e visibilidade da prática. Essa modalidade é composta por acrobacias e movimentos complexos, mas “muita gente relaciona o nosso esporte só com a dança”, lamenta Ellen.  

“O cheerleading é para todos: se você é alto, baixo, gordo, magro, homem ou mulher”, comenta Ellen. Ao ser questionada sobre os rumos do cheerleading no país, a treinadora comenta ao Papo que deseja democratizar a modalidade para a população tanto para o cenário competitivo quanto para o lazer.

Ao papo, Ellen e Eduardo explicaram sobre o universo dos líderes de torcida e as barreiras que o esporte ainda enfrenta a nível nacional e estadual. Você pode assistir à entrevista completa no canal do Youtube, ‘Papo Xadrez’, ver trechos do episódio no instagram ou ouvir o podcast no Spotify.

Nos últimos episódios

Ellen Gomes e Eduardo Nogueira, professores de cheerleading, estão na 56ª transmissão ao vivo do podcast ‘Papo Xadrez’. Eles se juntam aos outros 64 convidados que estiveram nos estúdios do jornal ‘O Hoje’ de frente com os apresentadores Ananda Leonel e Felipe Cardoso. Dos encontros dedicados ao mundo da música e seus bastidores aos episódios sobre a indústria da moda: nenhuma pauta fica de fora do ‘Papo Xadrez’.

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