Academia Goiana de Letras completa 79 anos de fundação

A celebração, nesta quinta-feira, integra o ‘Ano Cultural Acadêmico Eurico Barbosa’

Postado em: 26-04-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
A celebração, nesta quinta-feira, integra o ‘Ano Cultural Acadêmico Eurico Barbosa’

SABRINA MOURA*

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A Academia Goiana de Letras (AGL) é um Órgão Consultivo para Assuntos da Cultura do Governo de Goiás. Sua fundação ocorreu no dia 24 de abril de 1939 com intuito de cultuar, zelar e difundir a língua portuguesa e a literatura brasileira produzidas no Estado. A data será celebrada nesta quinta-feira (26), na sede da entidade, Casa Colemar, com entrega dos prêmios Colemar Natal e Silva, Troféus Goyazes e apresentação artística do Instituto Gustav Ritter. “A Academia é a entidade mais representativa das letras e literatura do Estado, um órgão consultivo para assuntos culturais de Goiás. A Academia abarca nomes específicos da literatura. Além de escritores reconhecidos, são ativistas culturais, de cargos importantes. Temos toda essa chancela de importância, porque ela é timoneira das letras em Goiás”, comenta a presidente da AGL, Lêda Selma de Alencar.

Fundação

Com oito anos de existência da Academia Brasileira de Letras, por obra de Lúcio de Mendonça, intelectuais goianos traçaram o objetivo criar uma academia de letras para o Estado. Após reunião na casa de Joaquim Xavier Guimarães Natal, avô de Colemar Natal e Silva, no dia 9 de agosto de 1904, foram discutidos princípios básicos para a primeira academia de letras em Goiás. A primeira Academia de Letras de Goiás durou pouco tempo, desaparecendo em 1908.

Após a fundação de Goiânia, o momento foi oportuno para novos planejamentos sobre o assunto. Por iniciativa de Colemar Natal e Silva, filho de Eurídice Natal, reuniram-se em uma sala do Fórum, na Praça Cívica, em Goiânia, no dia 28 de março de 1939– além de Colemar, Vasco dos Reis Gonçalves, Guilherme Xavier de Almeida, Victor Coelho de Almeida e mais dois que foram ali representados: Mário Caiado e Dario Délio Cardoso. Foi, então, constituída uma comissão composta pelos sete fundadores para definir os Estatutos, condições de admissão, contribuição dos sócios e outras providências.

Foi definido que 21 seriam as cadeiras com seus respectivos patronos. Os estatutos aprovados em junho daquele ano diziam, em seu artigo 4º, que de 25 membros efetivos se comporia a Academia. Em 1970, esse número subiria para 30 e, mais tarde, em 1978, para 40, como permanece até os dias de hoje. “O critério começa a partir da morte de algum acadêmico. É realizada a Sessão Magna da Saudade, que ocorre em até 60 dias após o falecimento do acadêmico. Dez dias depois desta sessão, abre-se a inscrição por meio de edital para preencher a vaga. Após as eleições, em que uma comissão avalia o currículo do candidato, se aprovado é marcado o dia da eleição, quando os acadêmicos votam e o elegem.  No primeiro momento escrutínio – na abertura da seção –, são necessários 21 votos e no segundo 15 minutos depois do primeiro escrutínio são necessários 19 votos”, explica Lêda. “O título é vitalício, pois de alguma forma o acadêmico continua na academia. Suas fotos, por exemplo, saem da parede dos acadêmicos vivos e vão para a parede da galeria da saudade”, completa.

Prêmios

A goiana Alcione Guimarães formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). É artista plástica com diversas exposições individuais, salões e coletivas em vários Estados – além de fora do País. Também escritora, ela recebe, hoje (26), o prêmio Colemar Natal e Silva com o livro de poemas A Casa e Outros Lugares. 

O prêmio que leva o nome do fundador da AGL – Colemar Natal e Silva – contempla um gênero da literatura. “Colemar foi instituído em 2002. A cada ano, ele contempla um gênero. Neste ano, o prêmio foi destinado ao gênero de poesia. A contemplada foi Alcione Guimarães com o livro de poemas A Casa e Outros Lugares, conta.

Os Troféus Goyazes são destinados aos seguintes gêneros: romance, poesia, conto, crônica e crítica. Eles são designados, após indicação de uma comissão, aos autores que se destacaram em cada um dos gêneros. Neste ano, os indicados foram os acadêmicos, Edival Lourenço (romance); Emílio Vieira das Neves (crítica); Lena Castelo Branco (conto); o poeta Miguel Jubé (poesia) e a escritora Heloísa Helena Borges (crônica).

*Integrante do programa de estágio do jornal O HOJE sob orientação 

da editora Flávia Popov

SERVIÇO

79 anos de fundação da Academia Goiana de Letras

Quando: quinta-feira (26)

Onde: Sede da Entidade, Casa Colemar – Auditório Jaime Câmara (Rua 20, nº 175, Setor Central – Goiânia)

Horário: 19h30 

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