Jota Quest apresenta show acústico neste sábado na Capital

A apresentação relembra os sucessos da banda, em versão acústica, e trazem novas canções compostas especialmente para o projeto

Postado em: 05-05-2018 às 08h40
Por: Sheyla Sousa
A apresentação relembra os sucessos da banda, em versão acústica, e trazem novas canções compostas especialmente para o projeto

SABRINA MOURA*

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Os mineiros da banda Jota Quest chegam a Goiânia neste sábado (5), com seu novo show Jota Quest Acústico – Músicas Para Cantar Junto. A apresentação relembra os sucessos da banda, em versão acústica, e trazem novas canções compostas especialmente para o projeto.  O repertório possui clássicos como Dias Melhores, Amor Maior, Só Hoje, O Vento, Fácil, O Vento, Do Seu Lado, Vem Andar Comigo, Dentro De Um Abraço, As Dores Do Mundo, Encontrar Alguém – dentre outros repaginados e inéditos nesta versão.

Esse trabalho é o primeiro álbum da banda em formato acústico e o quinto ao vivo lançado no fim do ano passado. Sua gravação ocorreu em um show realizado nos dias 11 e 12 de maio de 2017, em apresentações nos Estúdios Quanta, na cidade de São Paulo. No disco, a banda contou com as participações de Milton Nascimento, O Rappa, e gravou três canções inéditas. “Tudo está diferente. Já tivemos a oportunidade de passar com esse show por alguns lugares, e o show de Goiânia vai ser o show – pode ser que eu esteja errado, mas vai ser por pouco – número 50 da turnê. Já tocamos em várias capitais, passamos duas vezes por São Paulo, Belo Horizonte, e, na segunda vez, está sendo melhor do que a primeira; a galera está curtindo muito”, comenta o vocalista Rogério Flausino em entrevista ao Essência.

A banda, formada em Belo Horizonte (MG), nasceu com o nome ‘J.Quest’ por inspiração do desenho animado Jonny Quest. Para não serem processados pela empresa do desenho animado, acabaram alterando o nome para ‘Jota Quest’ no fim da década de 1990. O grupo mantém a mesma formação desde o início da carreira: Rogério Flausino (vocal), Paulinho Fonseca (bateria), PJ (baixo), Marco Túlio Lara (guitarra) e Marcio Buzelin (teclado).

Na entrevista abaixo, o Flausino fala sobre os mais de 20 anos de história, o contato da banda com o público de Goiânia e um pouco sobre o que os fãs vão encontrar no Acustico Jota Quest deste fim de semana.

Confira a entrevista na íntegra: 

Qual a sensação de estar comemorando 20 anos de carreira?

A sensação é muito boa, até porque são mais de 20 anos, né?! A gente teve a ideia do acústico como parte das comemorações dos 20 anos, só que acabou que nós já estamos em 2018, então é o vigésimo segundo ano de sucesso, caminhando para os 25 anos de carreira total. É muito tempo! Estamos muito felizes, e é muito legal passar essa data redonda tão grande; é um momento muito bom e positivo, com as pessoas querendo te ver, indo lá curtir… ter lançado canções recentes de sucesso. É muito legal. 

Como você se sente tendo sucessos que conquistam e inspiram fãs de todas as idades?

Cara, isso é muito legal! Na verdade, só se pode perceber isso depois de um bom caminho percorrido (risos) e até olhar para isso com maturidade e realmente ter isso como uma coisa positiva e agregadora; e não que possa se tornar um ‘grilo’ ou uma preocupação. Acho que a nossa função é continuar produzindo, criando, fazendo bons shows, e, se isso de alguma maneira influenciar as pessoas, que bom, é muito legal e gratificante, afinal, nós estamos aqui hoje por causa dos nossos ídolos, que não são poucos, tanto os nacionais quanto os internacionais, em quem nos baseamos – em músicas, poesias e construções. É legal estar nessa posição mais com maturidade para absorver!.

Quais os momentos mais marcantes durante a carreira?

Nossa, são muitas emoções! Há três dias (2 de maio), eu fiz uma publicação, porque fez 15 anos do lançamento do nosso primeiro DVD, que foi feito em Belo Horizonte, na Praça do Papa. Foi um momento histórico para a banda. Estávamos fazendo dez anos, e resolvemos fazer um show grande na nossa terra. Imaginamos que fosse dar umas 10 mil pessoas, e froam 50 mil em dois dias! Foi uma mudança de patamar ‘absurdo’ para a banda, além de muito emocionante, impulsionando a nossa carreira. Acho que nossa primeira vez no Rock in Rio – em 2011 – também foi um negócio importante, muito marcante, deu muito impulso para a banda. São muitas emoções”. (risos)

Houve alguma história marcante durante esse tempo de estrada?

Tem muita coisa legal rolando com a música Dias Melhores: é uma canção que foi feita há 18 anos, quando no caminho de um show a apresentação foi cancelada. Estávamos meio tristes, e escrevemos essa letra, falando de dias melhores; uma poesia simples e com rimas bonitinhas e tal. Não poderíamos imaginar que tanto tempo depois (18 anos) ela é sempre utilizada por diversas campanhas no Brasil relacionadas a educação, saúde, bem-estar social, de uma forma geral, ecologia além de recebermos sempre convites e propostas para a música. Estamos sempre liberando ela para causas nobres, e isso é uma coisa muito legal. 

Como surgiu o projeto ‘Jota Quest Acústico – Músicas Para Cantar Junto’?

O Acústico era um sonho antigo da banda. Essa modalidade acústica para nós, do pop rock, foi muito legal e utilizada, fazendo muito sucesso, no fim anos 90 e começo dos anos 2000, por grandes artistas da música brasileira. Só que naquele momento a gente estava chegando, era uma banda muito nova, e precisávamos de mais alguns discos para ter um repertório mais consistente. Talvez a gente não precisasse esperar 20 anos para fazer. O fato de estamos mais maduros é algo muito legal, porque nós mergulhamos de cabeça, musicalmente, artisticamente e até poeticamente, falando para buscar dentro do nosso repertório, mas canções mais relevantes, que merecessem realmente uma ‘roupagem nova’ para a coisa. Com esse projeto, trazemos uma ‘onda’ mais lírica para nossa carreira, contrariamente daquele Jota Quest mais animadão, divertido, elétrico – vamos dizer assim. Então eu acho que chegou num bom momento, e estamos colhendo frutos. Com sete meses de turnê, estamos lotando os lugares todos, e as pessoas estão saindo de lá muito felizes. Estamos ‘empolgadassos’ para essa apresentação em Goiânia, afinal já fomos tanto aí e vai ser a primeira vez que vamos nos apresentar como esse ‘novo’ Jota Quest, não vejo a hora!

O que o público vai encontrar neste retorno de vocês a Goiânia, já que vocês não aparecem por aqui desde 2016?

Vamos tocar 25 músicas que fazem parte do repertório, a maioria delas clássicos repaginados, mas também algumas músicas novas, feitas exclusivamente para o projeto que, factualmente, a gente ainda não tocou aí em Goiânia, como Você Precisa de Alguém em parceria com o Falcão; Morrer de Amor feita com o Alexandre do Natiruts; e Pra Quando Você se Lembrar de Mim, que é a primeira de trabalho que está indo muito bem.

Como é o contato de vocês com os fãs de Goiânia?

Nossa! Todas as turnês do Jota Quest eu acho que passaram por aí. No início, me lembro da época do ‘GO Music’, um festival de pop rock que durou anos, onde sempre estivemos presentes aí, com vocês, e foi incrível! Goiânia é uma cidade muito legal e aconchegante. Passamos muitos momentos legais! Eu me lembro de duas vezes que tocamos e fizemos um mega show lá no estacionamento do shopping do ‘Rally dos Sertões’; era muita gente, aproximadamente 30 mil pessoas. Fizemos um show também que eu gostei demais no ‘Flamboyant in Concert’, que não faz muito tempo não, excelente aquele show! 

Por onde tem passado com a turnê, como tem sido a receptividade dos fãs? E o que o público pode esperar para este sábado?

Agora é a vez do acústico. E, olha, vou te falar – eu posso falar isso porque passamos por várias capitais, recentemente com a turnê, e a galera está ‘pirando’: é muito gostoso o show, muito emocionante e musical. Estamos realizando o show no teatro (da PUC), que é o que estamos fazendo em todos os lugares. A primeira passada em todas as capitais está sendo, nos teatros, para recebermos as pessoas de uma maneira diferente e especial. Eu queria reforçar essa ideia de que nós estamos aí, já entre os 20 e 25 anos; são muitas emoções de coisas que já aconteceram. Estamos vivendo um momento novo, de muita maturidade e emoção, compartilhando com os fãs, principalmente com eles – que acompanham a banda desde o começo – para ir viver essa emoção com a gente, porque tem uma história sendo contada há mais de 20 anos. O acústico de alguma maneira conseguiu costurar isso, ao longo de duas horas, com uma iluminação muito chique e umas projeções muito bonitas. Dentro do teatro, a gente realmente está oferecendo uma experiência nova para as pessoas. Eu queria que os goianos fossem lá ver com os próprios olhos, ouvir e reviver com a gente essa história! 

Sabrina Moura é Integrante do programa de estágio do jornal O Hoje, sob orientação da editora ­Flávia Popov 

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