Le Blue lança operetas de amor à luz da Superlua para o Cerrado

Postado em: 25-04-2021 às 17h15
Obra musical é inspirado no cancioneiro popular brasileiro, ibérico e anglo-americano |Foto: divulgação

Da redação

Na expectativa lunática de que os sons na clave de Sol produzidos a partir da experiência “supernatural” do Cerrado em Alto Paraíso (Goiás) pudesse ecoar lá na Lua, durante sua fase mais próxima da Terra (Super Lua), nasceu a ópera rock “Lua & ANA”: uma ode fabulística poética-musical ao astro luminoso de prata tão presente enquanto arquétipo em vários sistemas mitológicos tradicionais (pagãos, cristãos, indígenas e indianos, por exemplo). 

Entrecortado por um mosaico de elementos musicais variados, inspirados no cancioneiro popular brasileiro, ibérico e anglo-americano, esse polivalente disco de World Music Made In Goiás é um convite para desvendar e exaltar os mistérios lunares e femininos em todas as fases e faces sagradas e profanas. 

Como em um ritual de iniciação da guerreira xamânica dentro de nós, experienciar essa jornada “ecoafetiva”, é uma forma de fortalecer uma percepção holística da diversidade cultural, sexual e biológica na Terra. Uma declaração de amor à Pacha Mama, Lua & Ana é também é um manifesto político em um momento de crescente aumento de desmatamentos, queimadas e poluição no país.

 O lançamento dessas operetas seresteiras de amor à luz da lua (pós) produzidas pela Família de Paula, no início de 2021 no Estúdio Tambor Cantante, serão apresentadas no período entre 3 Super Luas de 2021 ( 08/04 – Superlua “Rosa”; 26/05 – Superlua “Flores” e 24/06 – Superlua “Morango”) quando nós estaremos aqui na Terra vivenciando esses fenômenos astronômicos de dilatação da percepção que temos do deslocamento lunar. 

Do eclipse simbólico desse ponto geopoético (Vale da Lua) e astrofísico (perigeu) de “aproximação” da Terra com a Lua será impossível não se inspirar vendo e ouvindo essa “luana cosmogoiana” cheia de mistérios em seu barroco jogo de luzes e sombras sonoras. 

 Link: https://youtu.be/aq0QhJTwslI

 

 

Por: Pedro Jordan
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