IBGE constata queda de 2,5% da produção

Postado em: 02-04-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa

Depois de ter iniciado o ano com ligeiro crescimento de 0,4% em janeiro, na série livre de influências sazonais, a produção industrial brasileira voltou a cair em fevereiro: 2,5%. Os dados da Produção Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-PF) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa indica que, na série sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro do ano passado, a queda para o total da indústria foi de 9,8% em fevereiro, registrando a vigésima quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, porém menos intensa do que a observada em janeiro (-13,6%).

Com a redução de fevereiro, o parque fabril do país passou a acumular uma retração de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016, comparativamente ao período janeiro/fevereiro do ano passado. Já a taxa anualizada, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, fechou fevereiro com queda de 9%, a mais intensa desde os 9,4% de novembro de 2009.

Resultados negativos

Os dados da pesquisa do IBGE mostram, ainda, que além da ligeira alta entre janeiro e fevereiro, no comparativo de fevereiro de 2015 com fevereiro de 2016, houve queda de 9,8% este ano, o que sinaliza perfil disseminado e predominância de resultados negativos com retração nas quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 59 dos 79 grupos e 67,8% dos 805 produtos pesquisados.

O IBGE ressalta que a predominância de resultados negativos se dá mesmo com fevereiro deste ano contando com um dia útil a mais do que em fevereiro de 2015.

Assim como no indicador mês contra mês imediatamente anterior (série dessazonalizada), também na comparação contra igual mês do ano passado (série com influências sazonais), o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-29,1%.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de indústrias extrativas (-12,1%), máquinas e equipamentos (-27,9%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos (-33,1%).

Entre os ramos que acusaram crescimento, ainda na comparação com fevereiro de 2015, as principais influências positivas vieram dos segmentos de celulose, papel e produtos de papel, que cresceram 6%); produtos do fumo (82,8%) e produtos alimentícios (1,1%). (Agência Brasil) 

No ano, indústria cai 11,8%

Também na queda acumulada de 11,8% nos primeiros dois meses do ano, o principal destaque negativo foi o ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias, com redução de 30,1%, seguido das indústrias extrativas (-14,6%).

Outras contribuições negativas vieram de máquinas e equipamentos (-26,8%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos (-36,6%), metalurgia (-13,6%), e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados negativos para os dois primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-30,8%) e bens de consumo duráveis (-29,0%). Os segmentos de bens intermediários (-10,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-4,5%) também assinalaram taxas negativas. (ABr)

 

 

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