Emprego no comércio deve cair 3,3%

É esperado corte de 250 mil postos de trabalho de carteira assinada no varejo em todo o País este ano

Postado em: 12-04-2016 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
É esperado corte de 250 mil postos de trabalho de carteira assinada no varejo em todo o País este ano

Projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam – em todo o país – que o nível de emprego no comércio varejista deverá cair 3,3% até o final do ano, significando um corte de cerca de 253,4 mil empregos com carteira de trabalho assinada em todo o país.

Segundo dados divulgados ontem pela CNC, ao longo de 2015 o setor varejista fechou com queda de 2,3% no número de postos de trabalho, o que resultou no fechamento líquido de 179,9 mil vagas formais, “ritmo que se manteve também no acumulado dos últimos doze meses encerrados em fevereiro de 2016.”

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As projeções da entidade indicam, ainda, que ao longo deste ano o volume de vendas do setor deverá recuar 8,3%, depois de ter fechado o ano passado em queda de 8,6%.

Segundo a nota da CNC, as projeções foram baseadas “no comportamento no emprego celetista do setor, a partir de dados mensais do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] do Ministério do Trabalho e Previdência Social.” A entidade lembra, ainda, que a comércio “foi um dos últimos setores a iniciar demissões por conta da recessão.”

Ajuste

Na avaliação do economista da CNC, as projeções levam em conta “o ajuste tardio no quadro de funcionários do varejo, associado à intensificação da retração das vendas em 2016, o que deverá levar o varejo a registrar queda no número de trabalhadores pelo segundo ano seguido.”

As informações da confederação ressaltam que, “apesar da nítida perda de ritmo de atividade, a redução do número de empregados no varejo em relação ao mesmo período do ano anterior se deu somente a partir de agosto de 2015, quando as vendas já acumulavam recuo de 5,2% no mesmo intervalo de 12 meses.”

“Naquela ocasião, apenas três dos 25 subsetores da economia ainda registravam variações positivas no número de trabalhadores ocupados no intervalo de um ano: serviços de alojamento e alimentação (+0,1%), serviços médicos, odontológicos e veterinários (+3,7%) e atividades de ensino (+1,3%)”. No mesmo período, ressalta a entidade, contabilizando todos os subsetores, o emprego celetista já acusava retração anual de 2,3%.

O quadro, de acordo com a CNC, considerando o mesmo período (janeiro-agosto de 2015), era mais grave nas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico, onde o emprego já havia encolhido 15,2%. “Esse segmento do varejo não especializado é formado, principalmente, por lojas de utilidades domésticas, eletroeletrônicos, brinquedos e joalherias”, finalizou a nota da entidade. (Agência Brasil)

 

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