Júnior, só no nome!

Postado em: 29-05-2021 às 11h46
Por: Victoria Lacerda
Entenda o que é uma Empresa Júnior, sua origem, como elas são configuradas atualmente e descubra quais as vantagens das EJs | Foto: Reprodução

O Movimento Empresa Júnior (MEJ) surgiu na Europa na década de 60 e logo chegou ao Brasil. A iniciativa junior enterprise, que teve início na França, embarcou em terras brasileiras no ano de 1988 com a fundação da primeira EJ, chamada Empresa Júnior Fundação Getulio Vargas. Desde então, o MEJ brasileiro cresceu de forma exponencial. Atualmente está em todos os estados brasileiros e conta com mais de 1200 empresas juniores confederadas no Brasil Júnior em mais de 226 instituições de ensino superior (IES), públicas e privadas.

Empresas Juniores são organizações formadas por estudantes universitários que entregam soluções ao mercado nos mais diversos segmentos de atuação. Ao contratarem uma empresa júnior, clientes ganham em termos de custo-benefício, pois são associações sem fins lucrativos presentes nas maiores universidades e faculdades do país. Todo esse dinheiro obtido com os serviços são destinados para a manutenção das empresas, para diferentes tipos de capacitações dos membros com cursos e participações em grandes eventos. Só no ano de 2020, as empresas juniores goianas contaram com um faturamento de mais de R$500 mil. Tendo esse valor integralmente reinvestido em educação empreendedora. 

É por meio do MEJ que jovens universitários buscam dar passos mais largos no que diz respeito à educação brasileira, formando jovens capazes e comprometidos com a sociedade, potencializando suas ações e fornecendo insumos para que estas ações sejam colocadas em prática. O movimento tem a intenção de gerar micro revoluções em todos os Estados para transformar positivamente todo o Brasil.

Os benefícios de um EJ não são apenas para os seus membros, mas também uma grande oportunidade para os clientes que recorrem a essas empresas. Ao optar por um serviço de uma Júnior, o cliente está colaborando com a formação dos estudantes, e além disso, consegue obter serviços de qualidade que são monitorados por professores da Instituição de Ensino Superior, que geralmente possuem pós-graduação, mestrado ou até doutorado na área.

Hoje, em Goiânia existem empresas juniores dentro da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO). Considerada como a principal ferramenta de educação empreendedora no ambiente acadêmico, o movimento está tendo cada vez mais procura por parte de jovens universitários para participar dessa iniciativa.

Henrique é graduando do curso de Relações Internacionais e presidente da Pangea Consultoria Internacional, Empresa Júnior do curso de Relações Internacionais da PUC GO, a Pangea CI atua na área de Comércio Exterior, auxiliando empresas que buscam se internacionalizar com serviços de consultoria em projetos de exportação e importação. “Muitas vezes entramos em um curso de graduação acreditando que apenas o diploma é suficiente para se tornar um bom profissional, mas com um mercado de trabalho cada vez mais concorrido e capacitado é necessário se diferenciar”, explicou.

O graduando explicou que participar de uma EJ é a melhor oportunidade que um estudante de graduação tem para obter experiência durante a sua formação. “Eu digo isso, pois, estar no dia a dia de uma EJ vai muito além do que vivenciar um pouco do mercado de trabalho na sua área de atuação, mas é também vivenciar o empreendedorismo. Além disso, todas as questões, desde a execução dos serviços, estratégia de marketing, controle financeiro ao gerenciamento e prospecção de clientes são de inteira responsabilidade dos alunos”, completou Henrique.

A Comunicaê Júnior é a EJ do curso de Jornalismo da PUC GO, Beatriz Mendes, atual vice-presidente da empresa nos explicou o vasto catálogo de serviços oferecidos por eles, encontramos desde cobertura de eventos até planejamento de comunicação. “O movimento empresa júnior acredita em um Brasil mais ético, mais educador e mais empreendedor. Fazer parte de uma Júnior é desafiador, principalmente porque tivemos a ideia da Comunicaê logo no início da pandemia.”

Aluna do curso de Publicidade e Propaganda da UFG, Geovanna Bessa trabalhou durante alguns anos na Ponto Comunicação. A quase formanda explicou: “Uma coisa que levarei para sempre comigo é o que o MEJ é feito de pessoas e para pessoas, e que cada um tem que ser sempre a sua melhor versão para o Movimento Empresa Júnior. Através dele é possível conectar estudantes ao mercado de trabalho, a clientes reais, a viver na prática o que aprendemos só na teoria, mas o melhor: podemos e fazemos a diferença na comunidade e sociedade em que vivemos por meio da vivência empresarial e da mudança em si, mas também na realidade do outro.”

“O MEJ é um momento de crescimento muito grande e hoje como pós-júnior eu sei que mais da metade do profissional e da pessoa que sou é devido a empresa Júnior” complementou.

Empresas com grande impacto na sociedade já contrataram ou ainda contratam serviços das EJs, empresas como Sicoob, Bradesco e até a Ambev focam em fortalecer os universitários a gerarem uma maior conexão com as oportunidades de carreira.

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