Pesquisas mostram que grande parte da população não consegue empréstimo, caso precisem

Postado em: 01-06-2021 às 17h11
Por: Carlos Nathan Sampaio
O presidente Jair Bolsonaro sugeriu, nesta terça-feira (1º/6), que quem precisar de mais auxílio emergencial procurasse os bancos | Foto: reprodução

Após o presidente da República Jair Bolsonaro (Sem partido) dizer, nesta terça-feira (1º/06), durante encontro com apoiadores no Palácio da Alvorada, que quem pede para aumentar as parcelas do auxílio emergencial deve procurar os bancos para fazerem empréstimos, a reportagem do O Hoje pontuou algumas pesquisas que mostram que a solução não é tão simples. Dados mostram que de desempregados à empreendedores tem tido dificuldade pra ter acesso a algum dinheiro, e quando tem, há dificuldades para pagar, pelos altos juros.

“Como é endividamento por parte do governo, quem quer mais é só ir no banco e fazer empréstimo. Sabemos da situação difícil em que se encontra população, que perdeu empregos não por culpa do presidente”, disse Bolsonaro. Apesar disso, em 2020, uma pesquisa feita pelo Sebrae mostrou que, dependendo do Estado, de 35% a 80% dos empreendedores não conseguiram resposta positiva ao solicitar empréstimo nos bancos.

Outra pesquisa do pelo Sebrae, mas em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, e que ouviu 10.384 microempreendedores individuais (MEI), disse que o número de donos de pequenos negócios que buscaram crédito aumentou 8% durante a pandemia. Entretanto, o levantamento também mostrou que apenas 14% dos empreendedores tiveram sucesso em conseguir financiamentos — para 86% deles o empréstimo foi negado ou ainda permanece aguardando a análise das instituições financeiras.

Sobre as pessoas que conseguiram, dados de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) de 2018 apontou que 35% das pessoas que fizeram empréstimos atrasaram as prestações. Desempregados, pessoas em empregos informais e mal remunerados, fizeram empréstimos até para comprar comida, mas não conseguiram pagar as prestações, ficando com o nome sujo. Isso, somado à situação da pandemia, pode ter piorado ainda mais em 2021.

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