Volume de financiamentos imobiliários no país aumentou 76%

Postado em: 02-06-2021 às 08h16
Por: Redação
Com vendas em alto, mercado imobiliário tem fortes tendências para valorização dos imóveis | Foto: Reprodução

Mesmo diante do cenário da pandemia gerado em decorrência do vírus da Covid-19, nos últimos meses, o mercado imobiliário de Goiânia e Aparecida de Goiânia tem apresentado diversos pontos positivos com as vendas. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de financiamentos imobiliários no país aumentou 76%, registrando uma alta de 112,8% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020.

No primeiro trimestre deste ano, no mercado nacional, o montante financiado somou R$ 43,01 bilhões. O  setor registrou um crescimento de 41% no comércio de imóveis novos, os resultados impulsionam diretamente a venda de imóveis, inclusive no estado de Goiás. Em Goiânia e Aparecida de Goiânia, 2.400 unidades foram vendidas nos primeiros três meses de 2021, contra 1.701 unidades no trimestre do ano passado. Em cifras, são R$ 993 milhões de janeiro a março de 2021, o que aumentou de 49,8% em relação a 2020, onde houve registro de R$ 663 milhões. Os dados fazem parte da pesquisa trimestral divulgada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), realizada pela Brain Inteligência Estratégica.

“Isso aconteceu principalmente porque os juros do financiamento imobiliário estão nos níveis mais baixos na história do país”, explica o presidente da entidade, Fernando Coe Razuk sobre a pesquisa. “Nunca foi tão fácil e vantajoso comprar imóvel financiado. E a tendência é que os juros continuem baixos nos próximos anos”, complementa.

O mercado imobiliário, em lançamento, disponibilizou 1.168 unidades no primeiro trimestre deste ano contra 1.088 novas unidades lançadas no mesmo período analisado de 2020, uma alta de 7%. “Apesar do aumento no número de lançamentos, as vendas continuam superando os lançamentos: foram 7.722 unidades lançadas e 9.077 unidades vendidas”, compara Razuk. As tipologias mais vendidas no mercado nos primeiros três meses de 2021, são imóveis de 2 e de 3 dormitórios. Isso porque 2 e 3 quartos são tipologias presentes em empreendimentos de todos os padrões, desde empreendimentos populares dentro do programa Casa Verde e Amarela, até sofisticados empreendimentos nas regiões mais nobres da cidade.

Marcelo Luís Gonçalves, sócio consultor da Brain Inteligência Estratégica,  destaca que as movimentações de aumento de compras também foram fortemente influenciadas pelo advento da pandemia. “Como as pessoas foram obrigadas a permanecer mais em casa, elas perceberam a necessidade de mais conforto, mais qualidade de vida para ela e sua família, além da influência da baixa taxa de juros”, explica.

Estoques

Com a alta nas vendas, a oferta de apartamentos teve grande redução, alcançando o menor patamar de estoque desde 2010. Em 2019, o mercado imobiliário contava com 9.696 imóveis disponíveis para venda, que passaram para 8.960 em 2020 e, até março deste ano, são apenas 7.728 unidades disponíveis para venda.

Os Setor Bueno e Setor Marista, em Goiânia, são responsáveis por 28,4% do total do estoque do mercado residencial vertical, com 1.130 e 839 imóveis cada, respectivamente. Em seguida estão o Faiçalville (395), Parque Veiga Jardim (356), Setor Oeste (344), Cândida de Moraes (340) e Porto Dourado (327).

Considerando somente as unidades verticais residenciais, os setores Marista e Bueno também possuem o metro quadrado privativo mais valorizado de Goiânia, de R$ 6.913 e R$ 6.544, respectivamente. Na sequência estão os setores Oeste – R$ 6.623, Santa Rita – R$ 3.829 e Parque Oeste Industrial (R$ 3.706). A média na capital é de R$ 5.533.

Brasil

O país também compartilha do cenário positivo vivido pelo mercado imobiliário em Goiás. De acordo com números da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas de imóveis também cresceram 27,1% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, que foi 53.185 unidades. Os lançamentos imobiliários seguiram o mesmo ritmo: cresceram 3,7% no primeiro trimestre, na comparação anual, para 28.258 unidades. Para 2021 a expectativa é que os lançamentos e as vendas de imóveis tenham um crescimento de 5% a 10%, segundo o vice-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Celso Petrucci. Na avaliação do presidente da entidade, José Carlos Martins, há um “turbilhão” na cadeia do setor, por causa das pressões de custos de materiais de construção.

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