Comércio aposta em recuperação no Dia dos Pais

A expectativa é de que o faturamento com a data chegue aos 15%, em relação ao ano passado

Postado em: 31-07-2021 às 11h13
Por: Nielton Soares
A expectativa é de que o faturamento com a data chegue aos 15%, em relação ao ano passado | Foto: Reprodução

É grande a expectativa dos empresários em relação ao Dia dos Pais. Os motivos para o otimismo com a data são diversos. Isso porque, este período comemorativo coincide com a abertura mais ampla do comércio, com flexibilização maior, sinais de retomada econômica e os consumidores já sem tanta insegurança sobre a pandemia da Covid-19. Há quem aposte que a projeção de vendas para esta data supere até mesmo datas mais importantes no calendário comercial: o Dia das Mães e dos Namorados, deste ano.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que sejam injetados na economia mais de R$ 6 bilhões em vendas no Dia dos Pais. Com o faturamento do comércio, deste ano, chegando a ter uma alta de quase 14%, se comparado ao ano passado, quando houve uma queda de 11,3% nas vendas relacionadas à data comemorativa, o que resultou em pouco mais de R$ 5 bilhões de reais, sendo o menor volume financeiro desde 2007.

Para a entidade, o recuo no movimento no ano passado ocorreu porque o comércio ainda estava se adaptando às medidas restritivas de combate à pandemia da Covid-19. Este ano, o fluxo de consumidores em áreas comerciais no Brasil aumentou 39% desde o fim de abril, de acordo com o monitoramento realizado pelo Google Mobility.

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Outra tendência que deve continuar são as compras de presentes pela internet, o que pode ser o principal motor de reaquecimento do comércio, e que deve beneficiar o setor no Dia dos Pais deste ano. O exemplo é da estudante Luiza Pacífico que pretende encomendar pela web o presente para o pai. “Atualmente estou comprando bastante pela internet, já que é mais fácil”, disse.

Outro fato que deve ampliar o volume de vendas neste ano está relacionado ao valor dos produtos que as pessoas costumam comprar como presente, que vão estar mais caros. Para se ter ideia, a média de preços subiu 7,8% ante 2020. Os principais produtos que tiveram alta foram: televisores, bebidas alcoólicas e perfumes. Já livros e aparelhos de som estão ligeiramente mais baratos do que no ano passado, aponta a CNC.

Além desses produtos, o quesito alimentação é uma aposta do setor de restaurante, uma vez que as restrições e isolamento social, mas intensificados no ano passado, dificultava que os filhos pudessem levar os pais para um jantar, por exemplo. Para André Peixoto, proprietário da Teggiano, com estabelecimentos em Goiânia e Brasília, o momento é de otimismo. “A gente espera um crescimento, de pelo menos, 15%, em relação ao ano passado, considerando que no ano passado, dado o cenário pandêmico, ele era muito mais incerto. Este ano com avanço da vacinação, a gente acredita que vai ter um resultado melhor, com o comércio voltando a normalidade. Tudo isso, traz um cenário muito positivo para nós”, aposta.   

No entanto, o empresário sabe que a modalidade de vendas on-line e delivery, intensificadas durante a pandemia da Covid-19, deve continuar como uma das opções dos consumidores. “E nós preparamos algo voltado para isso. Ainda estamos em pandemia, não podemos esquecer disso. Então temos um cardápio muito bem elaborado, em que as pessoas possam pedir on-line e que a gente consiga entregar”, conta.

E-commerce

De acordo com dados da Ebit|Nielsen, o período de 25 de julho a 8 de agosto foi considerado o melhor para as vendas do comércio eletrônico brasileiro, no ano passado, ao atingir R$ 3,5 bilhões de faturamento. O aumento foi de 41% em relação a 2019. Além disso, o número de pedidos teve um aumento de 37% em comparação ao ano anterior, atingindo a marca de 8,2 milhões.

Essa mesma pesquisa demonstra que o crescimento do e-commerce se deu em nível nacional. O Nordeste teve aumento nas vendas on-line de 69%, seguido do Sul +49%, Norte +44%, Centro-Oeste +35% e, por último, Sudeste +27%.

59% pretende presentear

A pesquisa da All iN, em parceria com o Opinion Box, mostra que 59% dos consumidores pretendem presentear o pai na data comemorativa. E a maioria dos clientes indicou que pretende comprar na semana do evento, mas grande parcela informou que está se adiantando para adquirir o presente em duas semanas.

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