Primeira plataforma de social commerce da América Latina chega a Goiânia

Postado em: 04-09-2021 às 16h00
Por: Redação
Aplicativo disponibiliza produtos de diversas categorias com descontos de até 70% | Foto: Reprodução

Por Almeida Mariano

O social commerce, estratégia de comercialização online focada em redes sociais ou outras plataformas de mídia social, virou febre no mundo durante a pandemia. Empresas como Amazon, Jingdong, eBay ganham cada vez mais clientes que trocam as compras tradicionais pelas efetuadas via internet. Com valores atrativos, esse novo método de comprar e vender também vem ganhando grande destaque no Brasil.

A Facily, fundada em 2018, é a primeira plataforma de social commerce da América Latina. Com o objetivo de promover a compra em grupo e fornecer uma conexão entre consumidores, preços baixos e produtos de multicategorias, a plataforma já soma mais de 6 milhões de downloads. O serviço que já estava disponível na Grande São Paulo e cidades do interior paulista, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Brasília, acaba de chegar também na capital goiana.

No aplicativo os consumidores encontram diversos itens, que vão desde produtos da cesta básica, bebidas, hortifruti, até eletrônicos e acessórios para celular, somando mais de 10 categorias. Com descontos de até 70%, essa nova forma de comprar e vender surge como uma possível alternativa de aliviar os gastos dos moradores de Goiânia.

A razão do valor das mercadorias ficar abaixo dos mercados tradicionais é que através do aplicativo, o usuário tem a possibilidade de efetuar compras coletivas, criando grupos de compra, que podem ser compartilhados com outras pessoas que estejam procurando pelos mesmos produtos. Nesse sentido, quanto mais pessoas participarem do grupo de determinado produto, menor será o preço que cada participante irá pagar. Além disso, o aplicativo recompensa os usuários com as ‘Moedas de Ouro Facily’ que, quando acumuladas, podem ser trocadas por descontos e participações de sorteios.

“Nosso objetivo é proporcionar aos consumidores de Goiânia uma experiência única de compra na nossa plataforma, onde todos saem ganhando. A ideia não é apenas proporcionar um espaço de compra e venda, como todos fazem, mas também pensar de que forma esses produtos são colocados à disposição do consumidor. Quando preferimos os itens com preços mais atrativos, estamos contribuindo diretamente para aqueles que o produzem e vendem para quem realmente precisa”, afirma Luciano Freitas, cofundador e CMO da Facily.

Como funciona para clientes?

Após fazer o login na plataforma, o usuário pode encontrar os produtos disponíveis para compra já na tela inicial, ou pesquisar o item desejado. Ao realizar a compra, os usuários acompanham o andamento do pedido diretamente no aplicativo e, quando liberado, é necessário buscar o produto em um dos pontos de retirada indicados do Facily. Na modalidade “Jogue Junto” disponível no aplicativo, o usuário troca as moedas pela chance de participar dos sorteios da plataforma, podendo ganhar itens como smartphones, fones de ouvido, patinetes elétricos e TVs.

Como funciona para os vendedores?

Os comerciantes que se interessarem em vender mercadorias no aplicativo precisam cadastrar o estabelecimento no site da empresa. O cadastro e anúncio das mercadorias na plataforma não apresentam custos, porém o aplicativo cobra um percentual de 15% sobre o valor de cada produto vendido. Segundo a empresa, os vendedores cadastrados contam com a tecnologia, logística e infraestrutura, e após a conclusão da venda, fica sob responsabilidade dos comerciantes preparar as encomendas e levá-las até o centro de logística da empresa, para que assim as encomendas dos clientes sejam destinadas aos pontos de retirada.

Desvantagens

As principais reclamações de clientes da plataforma no portal ‘Reclame Aqui’ são em relação à demora da entrega das mercadorias nos pontos de retirada. O Facily tem uma nota de 6.2, de um total de 10, recebendo o selo de empresa “Regular” no portal. O tempo médio de resposta da companhia é de oito dias e 12 horas.

“O problema está em como coordenar a entrega de tudo isso. Porque apesar de ter conseguido coordenar a oferta e a compra coletiva, a entrega tem que ser um a um. Isso gera desafio logístico grande para a plataformas de social commerce, principalmente quando lida com alimentos”, disse Edu Neves, CEO do Reclame Aqui.

Para Luciano Freitas, essas queixas refletem ‘as dores do crescimento’ da empresa. Segundo ele, durante a pandemia, a empresa dobrou de tamanho mês a mês.

‘’Vamos resolver 100% dos problemas em algumas semanas. Chegamos a um ponto que não podemos só dobrar o número de pedidos, mas precisamos dobrar a estrutura de desenvolvedores, suporte e logística. Mas leva tempo’’, concluiu Luciano.

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