Geração Z tem potencial para revolucionar o mercado de trabalho

Pesquisa mostra que esses jovens desejam, acima de tudo, autonomia, variedade de experiências e um trabalho com propósito de carreira

Postado em: 25-09-2021 às 14h00
Por: Giovana Andrade
Pesquisa mostra que esses jovens desejam, acima de tudo, autonomia, variedade de experiências e um trabalho com propósito de carreira | Foto: Reprodução

A oposição entre gerações rende discussões acaloradas, especialmente na internet, seja pelas discordâncias entre pessoas de diferentes épocas, seja pelo debate a respeito das diferenças em si, comportamentos e opiniões que são vistos como características carregadas por um ou outro grupo. O exemplo mais recente é o debate sobre millennials e a geração Z, duas gerações que ainda dividem pontos em comum, mas que se distanciam fortemente em outros. 

Uma pesquisa feita pelo grupo Cia de Talentos, com 80 jovens de 17 a 27 anos de várias partes do país, revelou que a geração Z tem uma perspectiva diferenciada sobre a carreira profissional, por exemplo. Segundo o levantamento, a maioria dos jovens entrevistados não tem apego por instituições ou cargos e desejam autonomia e variedade de experiências. Além disso, a maioria quer um trabalho onde possa ter um propósito na carreira, além de permitir uma flexibilidade e harmonia com seu estilo de vida.

Nesse sentido, Richard Vasconcelos, CEO da LEO Learning, empresa de soluções digitais para treinamentos corporativos, acredita que esse comportamento, além de ser notado na sociedade, deve ser levado em conta pelas organizações, que devem procurar por tipos de habilidades diferentes do que vemos no mercado hoje.

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“Ser uma empresa que pensa no futuro dos colaboradores não é o suficiente para desenvolver profissionais da nova geração, nomeada como Z. Eles nasceram em um ambiente totalmente digital e têm como atributos a facilidade de comunicação e a proatividade, além de serem autodidatas e descolados”, comenta o especialista.

Em convergência com as demandas geracionais, Richard Vasconcelos elenca os principais novos tipos de habilidades que as empresas devem buscar nos profissionais da próxima década. 

A primeira delas é a capacidade de aprendizagem, uma habilidade que exige o protagonismo na construção do conhecimento próprio e de maneira contínua, além da prática do que se está aprendendo, para que os resultados sejam o mais satisfatórios possíveis.

A criatividade também é um fator indispensável. Ela está relacionada à capacidade de conectar as informações em busca de soluções de problemas de maneira dinâmica e eficiente, contribuindo com a evolução do mundo. Nesse mesmo sentido, o pensamento adaptativo é um pré-requisito para sobreviver a novos desafios, já que, no futuro, tudo tende a ficar mais complexo e imprevisível.  

A mentalidade transcultural proporciona a capacidade de alternar rapidamente entre diferentes ambientes geográficos e culturais, o que também se mostra necessário no contexto da globalização. Para se adequar a essa realidade, investir em outros idiomas é essencial.

A colaboração virtual também é um aspecto importante, já que é preciso ter a habilidade de trabalhar de forma produtiva, participativa e colaborativa em equipes virtuais. Com o crescimento do home office, ter foco e engajamento nessa entrega é mais do que necessário. 

Solucionar problemas complexos, ou seja, ter a capacidade de olhar para uma questão sob diferentes perspectivas e criar estratégias assertivas para solucionar esses pontos, também é uma habilidade indispensável, que complementa a criatividade e o pensamento adaptativo.

Um termo sensemaking se refere à habilidade de dar significado às coisas, para que se possa compreender com maior facilidade uma situação ou um conceito e, assim, tomar decisões mais fluídas e assertivas. 

Seguindo a tendência atual, que se faz presente há alguns anos no mercado de trabalho, é importante ter pensamento computacional. Segundo Richard, você não precisa se tornar um expert, mas ter noção de programação vai fazer muita diferença.

Outro fator importante é ter inteligência sócio-emocional, uma habilidade que diferencia homem e máquina e a partir da qual o primeiro pode mostrar sua capacidade de compreender e lidar com as emoções em nível intrapessoal e interpessoal.

Finalmente, a transdisciplinaridade possibilita compreender um campo de atuação, mas também ter a capacidade de transitar em outras esferas, um diferencial que pode destacar quem o carrega.

Sobre a LEO Learning

Com experiência em consultoria educacional, a LEO Learning Brasil desenvolve soluções digitais para empresas de todos os tamanhos e segmentos. A empresa busca revolucionar a aprendizagem através de novas linguagens, como webséries, realidade virtual e games pensados para desenvolver habilidades específicas.

Uma empresa nacional em sociedade com a LEO Learning britânica, pioneira em educação a distância no cenário mundial, a edtech combina tecnologia e inovação para criar soluções de treinamento e desenvolvimento para empresas e pessoas. É uma novidade promissora no mercado de educação corporativa e deve crescer bastante nos próximos anos.

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