Goiás vai estimular criação de polo da moda em 30 municípios e gerar 300 mil empregos

Proposta é impulsionar setor da moda promovendo a receita e gerando mais postos de trabalho nas regiões que mais precisam de renda.

Postado em: 04-12-2021 às 15h00
Por: Carlos Nathan Sampaio
Proposta é impulsionar setor da moda promovendo a receita e gerando mais postos de trabalho nas regiões que mais precisam de renda. | Foto: Reprodução/Internet

Fortalecer a cadeia produtiva da moda goiana é uma das metas do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), que fez apresentação, nesta semana, do projeto Cinturão da Moda, uma iniciativa em parceria com o setor empresarial, prefeituras e pequenos empreendedores. A perspectiva é fazer do Estado o maior centro distribuidor e produtor do Brasil. O objetivo é levar para 30 pequenos municípios o modelo de negócios já frutífero da Região da 44, em Goiânia, onde são gerados 300 mil empregos e cujo faturamento médio em 15 mil pontos de vendas é de R$ 600 milhões. A projeção é de que sejam criados mais de mil novos postos de trabalho com a implantação da proposta.   

“Sempre digo que a melhor política social é a criação de emprego. É preciso que a mão forte do Estado trabalhe para diminuir as desigualdades regionais e auxilie os pequenos municípios a ter receita própria e a explorar a vocação econômica que têm”, ressalta o governador Ronaldo Caiado. 

A apresentação do projeto para prefeitos, vereadores, empresários e trabalhadores ocorreu na sede da Associação Empresarial da Região da 44, em Goiânia. O titular da SIC, Joel Sant’Anna, com equipe técnica, destaca a importância da iniciativa para a geração de empregos e de renda, especialmente nos municípios menores e próximos da Capital. 

Continua após a publicidade

“Vamos iniciar com foco em quatro municípios, que serão modelos para outras cidades, num futuro breve. Sabemos que há uma carência de mão de obra qualificada para atender a indústria da produção de roupas em Goiás. E temos capital humano no interior que pode atender a essa demanda”, explicou Joel. 

A proposta se divide em várias etapas. A primeira é definição dos municípios. A segunda, formação da mão de obra para atender ao setor da moda. E a terceira é ampliar a quantidade de municípios beneficiados, podendo chegar a 30 localidades. 

Polos

Cristianópolis, Bela Vista de Goiás, Acreúna e Ipameri farão parte do projeto-piloto. E caberá às prefeituras organizar espaços para instalação de polos de facções e confecções, bem como selecionar a mão de obra local para treinamento em cursos de corte e costura. 

Nessa fase do projeto, caberá à SIC, em parceria com GoiásFomento, Sesi, Senai e Sebrae, além da AER44, realizar orientações para treinamento de mão de obra e aquisição de equipamentos, bem como direcionamento para criação de cooperativas. 

Vera Regina Aguiar, gerente de Projetos de Concessões e Parcerias da SIC, apresentou dados da Região da 44 e destacou que a meta, nos próximos anos, é passar de 300 mil a 400 mil empregos. Hoje são cerca de 7 milhões de peças de vestuário produzidas mensalmente. 

Sérgio Naves, diretor da AER44, disse que a Região da 44 hoje tem movimentação comercial que supera as receitas de muitos municípios. Ele ressalta que esse resultado é fruto do esforço de empresários que acreditaram no potencial local. Sérgio informa, ainda, que por ser um polo distribuidor, a região necessita da produção para garantir a oferta para todo o País, o que abre agora a participação da mão de obra dos municípios. 

“Precisamos alcançar a produção de 80% dos produtos comercializados em nossa região. Para isso, precisamos unir as forças para nos tornar o maior polo distribuidor e produtor de moda do Brasil. O Cinturão da Moda abrange uma região de até 120 km da Capital, e vai gerar emprego e inclusão social de famílias que terão a oportunidade de trabalho digno”, avalia Sérgio Naves. “A preocupação do Governo do Estado com o bem social é o maior destaque para este projeto”, complementa.

Para o prefeito de uma das cidades piloto que é Ipameri, Jânio Pacheco disse que o projeto do Polo Têxtil busca expandir as potencialidades do município, para ter mais opção de emprego e renda na cidade e o Cinturão da Moda vem para casar com as ações do município. “No que depender do município, iremos investir no projeto e nas parcerias para gerar mais emprego, renda e desenvolvimento. Em parceria com a Aciipa, já temos mais de uma centena de cadastros realizados. Nosso próximo passo será qualificar essa mão de obra, depois iniciar de fato a construção do nosso Polo Têxtil, agora, integrando o Cinturão”, ressalta.

Veja Também