Movimentação: compras e vendas crescem 2,8% durante a semana natalina

Vareja físico volta a ter alta após a forte queda apresentada em 2020

Postado em: 30-12-2021 às 11h44
Por: Victoria Lacerda
Vareja físico volta a ter alta após a forte queda apresentada em 2020 | Foto: Reprodução

As vendas no varejo físico voltaram a apresentar alta após a forte queda do setor apresentada em 2020 (-10,3%). De acordo com o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, as vendas do comércio marcaram alta de 2,8% durante a semana do Natal (18 a 24/12 de 2021) em comparação com o mesmo período do ano passado. Confira no gráfico abaixo os dados na íntegra:

Na análise do fim de semana, entre 17 e 19/12, a alta foi de 4,2%, com relação aos dias 18 a 20 do mesmo mês do ano anterior. De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, este ano com o avanço da vacinação as famílias voltaram a se reunir e puderam comprar seus presentes para comemorar o Natal. “Em 2020, com o primeiro ano de pandemia, muitas pessoas evitaram as festas devido ao isolamento social, sendo assim qualquer tipo de aquisição foi evitada. Já neste ano, a população brasileira voltou com a comemoração natalina e os consumidores retomaram as lojas com mais força para fazerem suas compras”.

Um levantamento realizado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) mostrou que ao todo, 65,45% das pessoas que responderam à enquete afirmam que vão presentear, enquanto 16,36% ainda não se decidiram e 18,18% não vão gastar na comemoração. Os números locais seguem a tendência do restante do Brasil, onde a expectativa é de que 77% dos consumidores presenteiem, retornando ao patamar de consumo pré-pandemia, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).  

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Ainda de acordo com a pesquisa, neste natal os consumidores pretendiam comprar cerca de 4 presentes, e o valor médio de cada produto está entre R$ 122,78. Vale destacar ainda que metade daqueles que vão às compras desejam gastar até R$ 150,00 por presente (49%). 

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio afirmou que o Natal tem como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Serasa Experian. Foram consideradas as consultas realizadas no período de 18 a 24 de dezembro de 2021 e comparadas ao mesmo período de 2020. Para o fim de semana, foram consideradas as consultas realizadas no período de 17 a 19 de dezembro de 2021 e comparadas às do período de 18 a 20 de dezembro de 2020.

Pix e cartões 

Dados do Instituto Propague e Economic Research da Stone apontam transações de R$ 689,7 bilhões em pagamentos com cartões e R$ 138,8 bilhões em Pix para estabelecimentos comerciais, ajudando na agilidade das vendas de final de ano. O Instituto Propague em parceria com a área de Economic Research da Stone divulgou nessa semana o estudo Mercado de Pagamentos em Dados sobre o terceiro trimestre, apontando o avanço na digitalização nos meios de pagamento e a preferência dos brasileiros pelo uso de cartões, que totalizaram transações de R$689,7 bilhões no período, consolidando-se como o meio de pagamento eletrônico mais utilizado no Brasil.

Mesmo com o crescimento expressivo do Pix, que já figura como o terceiro meio de pagamento mais utilizado no país, desconsiderando os pagamentos com papel moeda, as três modalidades (crédito, débito e pré-pago) cresceram de forma significativa ao longo terceiro trimestre de 2021. O arranjo crédito saiu de um total de pouco mais de R$ 371 bilhões transacionados no segundo trimestre de 2021 para cerca de R$ 420 bilhões, um crescimento acima dos 13%. A modalidade débito, em uma mesma comparação, saiu do valor de R$ 217,6 bilhões para R$ 237,7 bilhões, representando um aumento de mais de 9%. Já o cartão pré-pago apresentou o maior crescimento, com alta de 33%, chegando a um total transacionado no terceiro trimestre de quase R$ 32 bilhões.

‘’Outro ponto de destaque do estudo é que o brasileiro tem gastado cada vez mais com cartões e também tem feito cada vez mais compras com cartões de maneira não presencial e por aproximação’’, cita Bernardo Piquet, diretor do Instituto Propague. 

Os gastos não presenciais com cartões saltaram de pouco mais de R$ 135 bilhões no segundo trimestre 2021 para cerca de R$ 146,5 bilhões no 3º tri, um crescimento de 8,4%, já os pagamentos por aproximação apresentaram um crescimento de 67,2% entre o segundo e terceiro trimestre de 2021.

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