Servidores federais protestam em frente ao Banco Central em prol de reajustes salariais

O movimento ganhou força e visibilidade após Bolsonaro prometer verba apenas para corrigir os vencimentos de policiais

Postado em: 18-01-2022 às 11h47
Por: Igor Afonso
O movimento ganhou força e visibilidade após Bolsonaro prometer verba apenas para corrigir os vencimentos de policiais | Foto: Reprodução

Começou nesta terça-feira (18/1) a mobilização dos servidores do Banco Central (BC) em frente ao estacionamento do prédio da autarquia. Esta é a primeira de três paralisações de servidores públicos e será um teste para avaliar a força do funcionalismo na luta por recomposição salarial.

O movimento cobra um aumento de até 28,15% nos contracheques e ganhou força e visibilidade após o presidente Jair Bolsonaro (PL), prometer verba apenas para corrigir os vencimentos de policiais.

As manifestações que acontecem hoje foram inicialmente convocadas pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne grupos de auditores fiscais da Receita, servidores do Banco Central, diplomatas e outros. 

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Rudinei Marques, presidente do Fonacate, ressalta que “hoje é um dia histórico para o serviço público federal, estamos vindo à rua para dizer que não vamos aceitar o tratamento indigno que o governo Bolsonaro tem dispensado ao serviço público”.

As manifestações foram divididas em duas partes; a primeira começa no Banco Central e continua no Ministério da Economia a partir das 14h. Na última sexta-feira (14/1),a mobilização recebeu o apoio declarado do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que representa um leque mais amplo de carreiras, inclusive algumas com menores salários, que prometeu participar do ato.

O Fonacate espera a participação de, ao menos, 29 categorias.

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