Maioria dos brasileiros prefere qualidade de vida do que salários mais altos

Postado em: 16-04-2022 às 15h00
Por: Augusto Sobrinho
88% dos brasileiros querem carga horária menor e mais flexibilidade para descanso e vida social | Foto: Reprodução

Não é de hoje que a saúde mental é um desafio global e uma discussão constante no mundo corporativo. Com o retorno aos escritórios, as reflexões voltam à tona seja sobre os benefícios do home office, a tendência da semana de quatro dias, a qualidade de vida oferecida pelas empresas ou a pressão pelos resultados.

Em tempos de movimentos como “A Grande Resignação”, fenômeno iniciado pelos americanos, mas que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, o que vale mais: um emprego que pague muito bem ou um ganhar menos e ter qualidade de vida?

Pensando nisso, o @FestadaFirma, perfil de memes corporativos no Instagram que reflete “a firma como ela é”, fez uma pesquisa para saber como anda a saúde mental dos seguidores e o comportamento das empresas sobre o tema neste momento.

A pesquisa contou com mais de 30 mil respondentes e se eles tivessem que escolher entre ganhar mais e ter uma alta carga horária ou ter mais qualidade de vida e flexibilidade com menores salários, 88% escolheriam a segunda alternativa.

Não voltaremos à rotina da mesma forma como vivíamos antes e as empresas que não se adaptaram, precisam rever seus conceitos. Para 56% dos respondentes, o home office contribuiu para a saúde mental, mas 55% alegaram que a empresa não respeita o horário de trabalho estipulado.

Questionados sobre a preocupação da empresa em relação à saúde dos funcionários, 49% não acham que seus empregadores são empáticos em relação ao bem-estar dos colaboradores. De acordo com a pesquisa, 67% dos entrevistados já pensaram em fazer ou fazem terapia devido à pressão no ambiente corporativo. E 72% consideram suas rotinas de trabalho exaustivas.

Se falarmos do cenário das startups, encontramos ambientes em que as empresas estão tecnicamente suportadas por ferramentas e tecnologias em todas as frentes, mas também há uma corrida contra o tempo, que nem todos conseguem se adaptar.

Entre as respostas recebidas sobre o clima corporativo, foram mencionados aspectos como pressão, foco em resultados, falta de organização devido ao rápido crescimento e a agressividade das metas.

A pesquisa também se aprofundou sobre esse mercado específico e obteve respostas de mais 4 mil pessoas.Dos respondentes que trabalhavam em uma startup, 67% sentem que sua saúde mental está sendo afetada por conta do trabalho.

Questionados sobre as iniciativas das empresas nesse sentido, 55% disseram que a startup não tinha ações voltadas à saúde mental e 85% gostariam que ela desse mais atenção a essa área.

Entretanto, culturalmente as startups também estão mais propensas a pensar nesse tipo de política interna já que é um mercado competitivo e, pelo seu crescimento, precisam cuidar de questões de marca empregadora para sustentar a expansão por meio do capital humano.

Portanto, também há bons relatos de seguidores que mencionaram que essas empresas estão muito à frente das tradicionais quando se fala em iniciativas para saúde mental.

Seja em empresas tradicionais ou startups, falar sobre saúde mental e ter iniciativas que realmente proporcionem ambientes mais humanos são essenciais para manter relações e negócios mais sustentáveis e duradouros.

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