Aumento dos preços: Inflação de abril é a maior para o mês desde 1996

Em comparação ao mês de março, o medidor oficial de inflação do país (IPCA), relata que o índice havia ficado na faixa 1,62%.

Postado em: 11-05-2022 às 13h49
Por: Victória Vieira
Em comparação ao mês de março, o medidor oficial de inflação do país (IPCA), relata que o índice havia ficado na faixa 1,62% | Foto: Reprodução/ Fernanda Tsuji

Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em abril, a inflação desacelerou para 1,06%, tornando-se o maior resultado para o mês desde 1996. Os dados foram levantados nesta quarta- feira (11). Em comparação ao mês de março, o medidor oficial de inflação do país (IPCA), relata que o índice havia ficado na faixa 1,62%.

O IBG traz uma análise de que nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 4,29%, chegando aos 12,13%, valor acima dos 11,30%, observado nos meses anteriores. Com o aumento da inflação, famílias de baixa renda são as maiores vítimas dessa história, já que os impactos estão vindo da categoria de alimentação, transporte e bebida. Esses grupos contribuíram para o aumento de 80% do IPCA.

O analista da pesquisa, André Almeida, destaca: “Alimentos e transportes, que já haviam subido no mês anterior, continuaram em alta em abril. Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). Houve alta de mais de 10% no leite longa vida e em componentes importantes da cesta do consumidor como a batata-inglesa (18,28%), o tomate (10,18%), o óleo de soja (8,24%), o pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%)”.

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Assim como no mês antecedente, o preço dos combustíveis subiu absurdamente, principalmente para a mais utilizada, gasolina, registrando alta de 2,48%, o etanol com 8,44% e o diesel de 4,74%. Além desses fatores, as categorias relacionadas a saúde e cuidados pessoais também sofreram aumento. No primeiro dia de abril, foi autorizado um reajuste de até 10,89% no preços de medicamentos. O plano de saúde continua -0,69%, graças ao reajuste negativo feito no ano passado pela ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar. 

Em contrapartida, o IPCA de abril por habitação apresentou uma queda no valor de -1,14%, devido à queda nos preços da energia elétrica. Os valores no botijão de gás e gás encanado continuam altos.  

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