Mundo ‘gamer’ continua em alta mas usuários gastam menos

Embora as visualizações tenham caído após atingir o pico de cerca de 3 milhões em abril de 2021, o número médio de espectadores conectados na época (2,6 milhões) permanece maior do que antes da pandemia.

Postado em: 16-08-2022 às 15h44
Por: Lorenzo Barreto
Em 2020, a plataforma da Amazon chegou a superar uma média de 2 milhões de espectadores conectados ao mesmo tempo pela primeira vez | Foto/Reprodução

Com o fim da pandemia, o mercado ‘gamer’ teve uma queda natural que já era prevista. Os jogadores passam menos tempo jogando do que no ano passada porém o setor parece mais bem preparado do que outros para enfrentar a atual adversidade econômica.

No início da crise sanitária, “as pessoas correram para a Twitch, tanto streamers quanto espectadores”, diz Brandon Willians, conhecido como “BWpaco” na plataforma onde os jogadores transmitem seus jogos ao vivo. Jogos como Fortnite, League of Legends, Free Fire, entre outros tiveram um crescimento inimaginável durante o período. Em 2020, a plataforma da Amazon chegou a superar uma média de 2 milhões de espectadores conectados ao mesmo tempo pela primeira vez, segundo o site twitchtracker.com.

Embora as visualizações tenham caído após atingir o pico de cerca de 3 milhões em abril de 2021, o número médio de espectadores conectados na época (2,6 milhões) permanece maior do que antes da pandemia. Acostumadas a um crescimento, as empresas de jogos desaceleraram, mas continuam com melhor saúde financeira do que muitos grupos de tecnologia que estão demitindo funcionários. Matt Piscatella, analista do escritório NPD, estima que os gastos totais do consumidor de jogos eletrônicos serão de cerca de US$ 55,5 bilhões nos Estados Unidos em 2022: 8,7% a menos que no ano passado. As vendas da Activision Blizzard, Microsoft e Sony caíram em relação ao ano passado.

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Mas a correção após o ‘boom’ da pandemia era inevitável, segundo analistas, principalmente em um contexto econômico bastante instável. A demora na disponibilização de novos títulos é parte do problema, mas Piscatella espera que seja temporário e que o mercado se estabilize gradativamente em 2023, com retorno “à tendência de longo prazo, ou seja, crescimento constante”.

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