Saiba mais sobre a Equatorial, empresa que adquiriu a Celg-D

Segundo o ranking de desempenho das distribuidoras sobre fornecimento de energia em 2021 da Aneel, duas concessionárias da Equatorial constaram nas últimas colocações

Postado em: 23-09-2022 às 10h06
Por: Francisco Costa
Segundo o ranking de desempenho das distribuidoras sobre fornecimento de energia em 2021 da Aneel, duas concessionárias da Equatorial constaram nas últimas colocações (Foto: Equatorial)

A Equatorial Energia, que adquiriu da Enel a Celg-D nesta sexta-feira (23), possui negócios no Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul. Agora, também em Goiás.

Vale citar, a atuação mais antiga da distribuidora autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é no Maranhão. Naquele Estado, a empresa presta serviço desde 2004.

No Pará, a atuação começou em 2012, e no Piauí, 2018. Já em Alagoas, a concessão foi adquirida em 2019, enquanto no Amapá, em 2021; assim como no Rio Grande do Sul.

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Em sua descrição, a empresa diz ser “uma holding de empresas” e que, assumindo a distribuição no Rio Grande do Sul, “passa a atender quase 13% do total de consumidores brasileiros e responder por 7% do mercado de distribuição do País”, número que será ampliado com aquisição da Celg-D, em Goiás. Esta, contudo, ainda depende da Aneel.

Inclusive, segundo o ranking de desempenho das distribuidoras sobre fornecimento de energia em 2021 divulgado pela Aneel, duas concessionárias da Equatorial (Equatorial MA e CEEE) constaram nas últimas colocações. A Equatorial PA, contudo, ocupava a 7ª posição.

(Foto: Aneel)

Venda da Celg-D para a Equatorial

A Equatorial comprou a Celg-D da Enel por R$ 1,6 bilhão nesta sexta-feira e assumiu a dívida líquida de R$ 5,9 bi reportada no último balanço publicado em 31 de março. A venda ainda precisa ser chancelada pela Aneel, que regula o setor no Brasil.

Um ano depois da compra da Celg-D por R$ 2,2 bi em 2018, a Enel reconheceu uma base de ativos regulatória (RAB) de R$ 3 bi. Com isso, os italianos investiram R$ 5 bilhões na empresa, o que sugere que a RAB atual seja de pelo menos R$ 8 bi.

Apesar de ter viabilizado diversos investimentos, a Enel se viu numa situação política delicada quando começou a faltar energia em Goiânia e outras cidades do Estado. “O melhor caminho é que ela desista de tentar lucrar com a operação de venda e transfira o controle. Queremos a Enel fora de Goiás”, disse o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) em entrevista recente.

Mesmo diante das críticas sofridas no meio político, o presidente da Enel em Goiás, José Nunes, se manteve na decisão para que as negociações fossem feitas no sigilo, devido a cláusula de confidencialidade.

Na época, em relação ao serviço de má qualidade fornecido aos goianos, Nunes culpou as condições climáticas, pandemia e outros elementos externos. Em nome da companhia, o presidente ainda disse eles estavam “orgulhosos pelo tamanho do desafio que temos superado naqueles indicadores”.

Caiado comemorou no Twitter a venda da distribuidora anunciada nesta manhã, onde disse que a novo grupo vai “superar nosso problema de distribuição de energia elétrica e vamos colocar nossa economia para voar ainda mais alto”, escreveu.

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