Empresários contam sobre investimento durante a pandemia que geraram resultados positivos

Mesmo sabendo que o momento foi difícil pra muitos, ainda há quem conseguiu se destacar no mercado após aplicar estratégias neste período | Fotos: divulgação

Postado em: 13-04-2021 às 08h30
Por: Carlos Nathan Sampaio
Mesmo sabendo que o momento foi difícil pra muitos, ainda há quem conseguiu se destacar no mercado após aplicar estratégias neste período | Fotos: divulgação

Nathan Sampaio

Enquanto 75 mil estabelecimentos comerciais fecharam as portas em todo o país desde março do ano passado, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ainda há casos de empresários que passaram pela turbulência da pandemia – que está em um momento crítico – sem grandes prejuízos e investindo em novas ideias e produtos.

Uma das empresárias entrevistadas pela reportagem, Layani Costa é sócia-proprietária do 1890 Bistrô (@1890.bistro), um restaurante localizado no shopping Mega Moda Park inaugurado em dezembro de 2019, e que traz, em sua essência, o conceito histórico do ano de 1890, quando Levi Strauss inventou o jeans azul. Por isso, todos os nomes dos pratos do Bistrô possuem referência a esta peça de roupa que todo brasileiro tem no guarda-roupa, salvo o prato em homenagem ao seu criador. 

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Inaugurado pouco antes do início da pandemia, Layani conta que nunca houve momento fácil desde a inauguração do restaurante, mas que com investimentos e estratégias foi possível manter o faturamento em dia. “Primeiro que investimos no principal: produto de qualidade, todos os pratos tem o preço justo e são preparados com os melhores ingredientes possíveis, desde o arroz ao molho de tomate feito de forma artesanal. Além disso, nos últimos meses lançamos a pizza e até mesmo o ovo de páscoa da nossa marca, que teve uma boa saída”, revelou. A empresária disse ainda, que pretende investir mais no negócios e expandindo a parte de fabricação de pizzas para atingir uma parcela maior de clientes em Goiânia.

No mesmo sentido, mas em uma área totalmente diferente, está o fotógrafo Paulo Henryke Diaz, mais conhecido como PhD, que diz ter enxergado a tempo as novas demandas do mercado e viu o faturamento crescer durante a pandemia. PhD iniciou sua carreira fotográfica em 2007. Formado em Jornalismo, se especializou em fotografia de moda apesar de ter experiência em diversas áreas da fotografia. Trabalhou no ano de 2019 em um jornal do Estado como repórter fotográfico.  Atualmente estuda cinema e é proprietário do Estúdio PhD Fotografia (@phdfotografia), no qual influencia a fotografia de moda em Goiânia e São Paulo. Além de ter várias experiências fotográficas com celebridades como; Andressa Suita, Juju Salimeni, Rafa Kaliman, Gracyane Barbosa e muito mais.

Para se reinventar na crise causada pela pandemia do novo Coronavírus, PhD colocou a criatividade em prática e fez investimentos para melhorar seu estúdio fotográfico e equipamentos. E atualmente faz cerca de 40 ensaios fotográficos por mês, e conta com um funcionário e vários prestadores de serviço como; designer, social media e maquiador. “Percebi um aumento de 200% ou mais no faturamento mensal depois da pandemia”, contou.

Transformações digitais 

O velho ditado que diz “uma imagem vale mais do que mil palavras” se tornou ainda mais verdadeiro no mundo digital. A imagem perfeita é buscada tanto por consumidores, influenciadores digitais e até empresas em suas exposições nas mídias sociais e, consequentemente, serviços de fotógrafos estão cada vez mais buscados. “A fotografia e o marketing digital cresceram muito no mercado, pois nessa pandemia passei a criar mais conteúdo para alavancar as vendas de diversas marcas e produtos”, ressaltou PhD.

Também pensando na imagem e no digital, a empresária Aline Borges, proprietária da loja de roupas, Maria Rosa, que completou 4 anos de existência no último mês, investiu muito para não perder seu negócio. “Desde o começo sempre houve mudanças então, dessa vez, não foi diferente. Quando veio a pandemia a gente levou um choque, porque estávamos crescendo bem, atendendo a vários estados, mas me deu aquela baqueada. Então colocamos a mão na massa e começamos a fazer delivery, foi aí que eu me reinventei”, explicou. 

A empreendedora afirmou que ela mesmo atendia os clientes pela internet e aplicativos de mensagens, enviava as peças de roupa para a casa das clientes, tirava fotos e mandava para elas em alguns casos. “Então eu tive disso, de vendedora, estilista, entregadora, eu fazia tudo. Nessa época eu tinha uma gerente que trabalhava comigo, ficamos 5 meses trabalhando nós duas e fazendo tudo isso e foi bem desafiador, porque você teria que ser tudo, mas foi tão bom que quando nós voltamos e que reabriu as lojas foram os melhores meses da vida, porque a gente não deixou que o cliente esquecesse da gente”, reforçou ela. 

Uma das estratégias usadas por Aline, foram lives de venda de peças de roupas. “Foi até uma forma de motivar os clientes, animá-los. Todos os domingos na @mariarosa_modafeminina às 15 horas uma live de compras que eu fiz com um mentor que me ajuda que é o Eduardo Christian de São Paulo. Ele vai dando dicas para gente de como que pode estar fazendo e eu fiz o primeiro lançamento de coleção totalmente online onde eu tinha modelos vestindo as peças”, afirmou.

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