Depois da prata no Adestramento Paraequestre, Rodolpho Riskalla vai atrás do ouro em Tóquio

A primeira medalha de prata do Brasil no Hipismo Paralímpico foi conquistada pelo cavaleiro Rodolpho Riskalla, nesta quinta-feira, no Adestramento Paraequestre Grau

Postado em: 28-08-2021 às 07h00
Por: Felipe André
Atleta criado no Clube Hípico de Santo Amaro conquistou a medalha de prata inédita para o Brasil | Foto: Wander Roberto/CPB

A primeira medalha de prata do Brasil no Hipismo Paralímpico foi conquistada pelo cavaleiro Rodolpho Riskalla, nesta quinta-feira, no Adestramento Paraequestre Grau IV dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O feito motivou ainda mais o paratleta, que volta a competir na próxima segunda-feira (30/8), dessa vez no Freestyle, e vai em busca do tão sonhado ouro olímpico.

“Agora que já veio a primeira medalha, tem que vir a segunda”, brincou ele. “Acho que tenho grande chance de pódio de novo e espero conseguir a medalha de ouro”, afirmou o cavaleiro de 36 anos, que monta Don Henrique.

A medalha de prata no adestramento paralímpico é inédita para o Brasil, que antes contava com quatro bronzes. Ao som de “Aquarela do Brasil”, Riskalla fechou a prova com 74,659% de aproveitamento. A holandesa Sanne Voets, montando Demantur, ficou com o ouro e o a belga Manon Claeys com San Dior, com o bronze.

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Cria do Clube Hípico de Santo Amaro, Riskalla começou a montar na infância e competia no Adestramento Clássico. Em 2015 contraiu meningite bacteriana e, em decorrência da doença, teve que amputar a tíbia das duas pernas, mão direita e dedos da mão esquerda. Morando na Europa, o cavaleiro voltou a montar em 2016, no Clube Polo de Paris, com o apoio da mãe e treinadora Rosangele e da irmã Victória, amazona.

Riskalla foi convocado para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016 na categoria Grau IV, ficando em 10º lugar na classificação individual e 7º por equipe geral.

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