Com o 14º lugar no geral, Nicole Silveira promove a estreia do Brasil no skeleton em Jogos Olímpicos

Pela primeira vez, o país teve uma representante no skeleton: Nicole Silveira. Mais do que isso, a gaúcha de Rio Grande, de

Postado em: 11-02-2022 às 14h00
Por: Ildeu Iussef
Brasileira fez o 12º melhor tempo na primeira descida e o 13º, na segunda. Neste sábado, 12, a partir das 9h20 (horário de Brasília), faz a terceira descida para buscar lugar na final | Foto: Wander Roberto/ANOC

Pela primeira vez, o país teve uma representante no skeleton: Nicole Silveira. Mais do que isso, a gaúcha de Rio Grande, de 27 anos, conseguiu o feito de, após as duas primeiras descidas no Centro Nacional de Esportes de Pista, em Yanqing, terminar no Top-15. Ela marcou 1min02s58, 12º melhor tempo na primeira bateria, e 1min02s95, em 13º lugar na segunda. A soma dos tempos (2min05s53) colocou Nicole na 14ª colocação no geral.

“Com o desempenho, eu posso ficar feliz. As curvas que estava focando nos treinos, consegui acertar. Os lugares que errei não eram os que eu estava perdendo muito tempo. Foram duas curvas que me fizeram perder a velocidade. Se você olhar os intervalos, estava indo bem, ficando até na frente de algumas atletas que terminaram em posições acima da minha. Então, é rever os vídeos para melhorar amanhã”, analisou.

Neste sábado (12), a partir das 9h20 (horário de Brasília), Nicole Silveira faz a terceira descida para buscar um lugar na final. Apenas as 20 melhores disputam a quarta bateria e as medalhas.

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“Saindo daqui, vamos relaxar um pouco, deixar o coração desacelerar. Depois assistir as curvas, conversar com meu treinador sobre o que pode melhorar, arrumar o trenó de novo, lixar as lâminas, e tentar dormir um pouco. Começar a trocar o ritmo para a noite, para poder competir bem”, relatou a atleta.

Apelidada de “a braba do gelo” nas redes sociais por causa dos excelentes desempenhos na temporada – campeã da Copa América vencendo as cinco etapas, Top-10 na etapa de Altenberg da Copa do Mundo, além da oitava colocação no evento-teste -, Nicole agradeceu o apoio da torcida brasileira.

“Eu estava indo dormir e o Brasil estava acordado, mas parei para ver as mensagens e achei que era surreal. Muita felicidade ter a torcida do Brasil inteiro. Tive que silenciar o celular para poder focar só em descer na pista. Às vezes, é difícil acreditar que está todo mundo torcendo por mim. Cada mensagem me motiva mais e dá um impulso para fazer o meu melhor”, contou.

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