Higo Magalhães admite início ruim na Série B, aceita cobranças da torcida e tem permanência garantida pelo Presidente

O Vila Nova ainda não sabe o que é vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Diante do Tombense, o Tigre chegou

Postado em: 27-04-2022 às 10h38
Por: Ildeu Iussef
Técnico colorado lamenta mais um tropeço do Vila Nova jogando no OBA | Foto: Roberto Côrrea/Vila Nova

O Vila Nova ainda não sabe o que é vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Diante do Tombense, o Tigre chegou a sair na frente, mas acabou cedendo o empate. Passadas quatro rodadas, o time ainda não conseguiu ganhar e está flertando com a temida zona do rebaixamento. Após a partida, o técnico Higo Magalhães lamentou o resultado e reconheceu que o início da campanha colorada está aquém do esperado.

“Estamos tentando de todas as formas. Hoje a situação estava controlada dentro do jogo, faltou definir. Tinha saída, escape, aproximação e não conseguimos fazer o gol. Com isso fomos penalizados. Futebol é dessa forma. Tento passar confiança para os jogadores, nossa situação é totalmente diferente em termos de pontuação do que planejamos neste início de competição. O momento é de ter lucidez, principalmente.”

O Vila Nova não sabe o que é vencer uma partida desde o dia 12 de março, quando derrotou o Goianésia pelo placar de 3 a 1, em duelo das Quartas de Final do Campeonato Goiano. Desde então, o Tigre disputou oito partidas com cinco empates e três derrotas.

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Com isso, a cobrança e a pressão do torcedor vilanovense aumenta e vem em forma de vaia, como foi na última terça-feira (26) após o apito final no OBA.

“É futebol, não trouxemos o resultado que o torcedor esperava. A cobrança é normal. Já estamos há alguns jogos sem vencer e isso incomoda. Temos que entender que quando o torcedor cobra, temos que ser maduros. O que podemos fazer para mudar isso? Ganhar os jogos e nós estamos trabalhando em busca disso”, afirmou Higo Magalhães.

Em relação às cobranças da torcida colorada, o presidente Hugo Jorge Bravo declarou: “não estamos contentes com o resultado da partida, com os três empates e com a derrota, isso é inegável. A dor que o torcedor sente, nós sentimos em dobro, porque ninguém quer que dê certo mais do que nós”.

O dirigente colorado fez questão de ressaltar a confiança no trabalho desenvolvido pelo treinador Higo Magalhães e toda comissão técnica.

“Sabemos das nossas condições, também sabemos que o momento é difícil e que não é com tumulto que passaremos essa tempestade. Vamos soprar essa tormenta é com calmaria, dando confiança e tranquilidade. O Higo continua, sim, com a nossa total confiança”, ressaltou.

Hugo Jorge Bravo, também, reconheceu a qualidade do elenco do Vila Nova, demonstrou confiança na reação colorada e chamou para si a responsabilidade do desempenho ruim do time.

“Passamos por momentos muito difíceis, e tenho certeza que passaremos por esse. Temos bons jogadores e ainda precisamos encontrar a melhor forma de jogar. Tivemos algumas situações em que faltou um pouco de sorte, mas a sorte é competência no final da história, e não fomos. Quando se tem um resultado negativo, eu sou o principal responsável por isso”, concluiu.

Em sintonia com o discurso do presidente, o atacante Pablo Dyego atribuiu o momento ruim do Vila Nova a falta de sorte dentro das quatro linhas.

“Temos treinado bastante essas questões que estão faltando no jogo. Nosso time não está tendo sorte nos últimos jogos, para converter as oportunidades que temos. Com isso, acabamos sofrendo um gol, igual levamos esse daí (do Tombense), e acaba complicando demais. Mas, eu tenho certeza que as vitórias vão vir e a maré de azar, que está tendo agora, vai passar! Nosso time é muito bom, não é atoa que estamos na terceira fase da Copa do Brasil e com grandes chances de avançar às Oitavas”, declarou em entrevista ao Premiere.

O Vila Nova volta a campo na próxima sexta-feira (29), para encarar o Londrina, às 19h, no Estádio do Café.

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