Após primeira vitória do Atlético no Brasileiro, Jorginho enaltece trabalho feito por Umberto Louzer

Postado em: 22-05-2022 às 20h21
Por: Breno Modesto
De acordo com Jorginho, a parte emocional estava impossibilitando as vitórias do Atlético no Brasileirão | Foto: Bruno Corsino/Atlético-GO

No último sábado (21), o Atlético Goianiense conquistou sua primeira vitória na edição de 2022 do Campeonato Brasileiro. Jogando em casa, no Estádio Antônio Accioly, o Dragão bateu o Coritiba por 2 a 0, na partida que marcou a reestreia do técnico Jorginho à frente do comando técnico do time rubro-negro.

Após o término do confronto, o comandante atleticano fez questão de afirmar que não fez nenhuma mágica para conquistar os três pontos, pois o bom desempenho do Rubro-Negro ainda é fruto do ótimo trabalho feito por Umberto Louzer, seu antecessor.

“Acredito que esse resultado é um pouco de tudo. Hoje (sábado), eu recebi uma mensagem do (Umberto) Louzer, me desejando sucesso. Esta já é a segunda vez que eu o substituo. A primeira vez foi no Coritiba. E ele é um cara pelo qual eu tenho um carinho especial. É um futuro grande treinador. Então, eu quero ressaltar que não fiz nenhuma mágica. Isso já vem do trabalho dele. Mas, claro, minha forma de trabalhar e organizar a equipe é diferente da dele. Então, eu percebi que, não por causa dele, mas pelo emocional, os jogadores não estavam desenvolvendo aquilo que poderiam desenvolver”, disse Jorginho.

Na próxima terça-feira (24), o compromisso do Atlético Goianiense será internacional. No Equador, o atual líder do Grupo F da Sul-Americana, com 12 pontos conquistados, encerra sua participação na fase de grupos do torneio. Para avançar às oitavas de finais, o elenco comandado por Jorginho não pode ser derrotado pela LDU, que aparece na vice-liderança, com dois pontos a menos.

Questionado sobre a altitude que o Dragão terá de enfrentar, Jorginho diz que não é um problema, pois o clube do bairro de Campinas pode ter estratégias para que seus jogadores não sintam tanto o efeito de estarem a mais de 2000 metros acima do nível do mar. Segundo ele, a única diferença é em relação à velocidade da bola.

“A altitude não é problema. Joguei várias vezes a 2000 metros (acima do nível do mar). O problema é 3500, 3600, lá em La Paz (na Bolívia). Aí, o bicho pega. Parece que você vai morrer. Não pegamos e espero que a gente não pegue. Mas nós também podemos ter uma série de estratégias, como chegar em cima da hora, chegar seis horas antes do jogo. Porque você só sente (a diferença) depois de 24 horas no local. Na seleção brasileira, como auxiliar técnico do Dunga, tive essa experiência de ir lá várias vezes. Mas não é problema. Os jogadores vão sentir isso. Mas a única diferença é que a bola fica um pouco mais rápida que o normal”, finalizou o treinador.

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