Sem apoio do presidente, jogadores têm dificuldade para comprar alimentos

Elenco se reuniu para conversar com o presidente, que não compareceu – Foto: Wendell Pasqueto / Sagres 730

Postado em: 16-01-2020 às 12h35
Por: Daniell Alves
Elenco se reuniu para conversar com o presidente, que não compareceu – Foto: Wendell Pasqueto / Sagres 730

Victor Pimenta

Os bastidores do Goiânia desde a saída da APROVEC do time
são cada dia piores. Os jogadores se encontram em situação precária e passando
necessidades desde o desligamento do diretor Alexandre Godói do clube alvinegro
e toda sua equipe.

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Capitão e porta-voz do Goiânia Esporte Clube, o meia Miguel
falou sobre o relaxamento da presidência com os jogadores e cobrou do
presidente mais respeito e hombridade para quem se diz ser presidente da
instituição.

“Não estamos comendo direito e ontem fomos para o amistoso
com fome porque só comemos arroz. Nosso pagamento até agora nada. Teve um
funcionário do clube que foi mandado embora pelo Arione depois que deu entrada
nos nossos contratos, porque ele não queria que desse entrada. Ele queria
colocar o Sub-20 para jogar a primeira rodada para depois poder trazer os
jogadores dele, com os supostos investidores que ele diz que tem. Mas como
presidente que ele diz, deveria vir aqui e botar a cara, porque isso é
desumano. Se não fosse o Ebrahim e o Tião da Melancia nos apoiar aqui, nem
comida íamos ter. Estamos treinando firme, todos os dias, honrando o clube,
dando nosso melhor no jogo de ontem para honrar a camisa do Goiânia que é tão
pesada. Mas chegou um momento que não dá mais para levar”, falou o meia Miguel
sobre o problema que sofre o Goiânia antes mesmo do início do campeonato.

O jogador que se destacou ano passado com a camisa do Galo,
retornou ao clube visando melhorar ainda mais a imagem do time nacionalmente,
mas a situação que o Goiânia se encontra é completamente diferente. O treinador
Artur Neto que retornou ao time alvinegro, juntamente com seu auxiliar Henrique
Santos e a comissão arriscam deixar o clube se a situação persistir.

“Já que ele se diz presidente, deveria vir aqui resolver
nossa situação. Aqui só tem pai de família, a maioria dos jogadores são de fora
e não tem como ficar aqui passando necessidade. Chegou um garoto aqui que o
Arione mandou junto com o empresário dele e mandaram colocar o menino na
concentração de baixo dos juniores que se encontra desativada. Nós não deixamos
junto com o funcionário que foi mandado embora e o empresário dele mandou um
áudio falando que ele poderia dormir no sofá. Isso é desumano, o garoto viajou
mais de sete horas para vir para cá dormir no sofá? Essa é a atual situação do
Goiânia”, ressaltou o meia que tem se mostrado o capitão e porta-voz do elenco,
que passa por problemas em relação a diretoria.

Queda de Braço

O então diretor de futebol do Goiânia, Alexandre Godói é o
grande responsável por colocar o Goiânia na primeira divisão. O dono da
APROVEC, patrocínio master do clube alvinegro, está desde a Divisão de Acesso
de 2018, quando conseguiu o acesso para a elite do estadual. Após um excelente
2019, colocando o Galo entre os quatro melhores do estado e voltando com o
clube para a disputa do Brasileiro da Série D nessa temporada, falou em
entrevista a Sagres no final de dezembro que só permaneceria no clube com a
saída do então presidente do executivo, Arione de Paula.

A briga se estendeu e então o conselho deliberativo do
Goiânia se reuniu para pedir a saíd imediata do presidente do executivo, mas
não ocorreu por que Arione de Paula conseguiu uma liminar suspendendo a reunião
em questão.

A estreia do Goiânia está marcada para o dia 22 de janeiro,
diante do Iporá no estádio Olímpico. Caso o clube não regularize os jogadores
até o dia do jogo, existem chances de punição severa ao clube, podendo até
mesmo ser tirado do campeonato de 2020.

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