Com menor número de lesões na Série A, preparador revela o planejamento e desafio da temporada

Postado em: 12-03-2021 às 16h10
Por: Raphael Bezerra
Luis Fernando Goulart analisou a troca de temporadas sem tempo para descanso e revelou o processo de triagem da parte técnica com a preparação | Foto: Comunicação/ACG

Felipe André

O Atlético Goianiense, assim como grande parte das equipes da primeira divisão, não teve nem uma semana de descanso entre o fim da temporada de 2020 e o início da de 2021. O rubro-negro está disputando o Campeonato Goiano e conseguiu três vitórias em três jogos, mas ainda não contou com força máxima de seu elenco. Dudu, Marlon Freitas, Janderson e Zé Roberto voltaram aos treinamentos no início desta semana, enquanto Natanael que acertou a renovação contratual está iniciando a preparação.

Na temporada de 2020, o Atlético Goianiense conseguiu uma marca expressiva na primeira divisão. O rubro-negro foi a equipe com o menor número de lesões entre os 20 principais clubes, foram 16 casos. Apesar disso, não foi um feito inédito, já que em 2017 também foi o time na elite do futebol nacional com o menor número, naquela ocasião foram 22 casos.

“Começa primeiro na triagem dos atletas feita pelo Adson Batista e a comissão técnica. São jogadores novos, com perfil de força muito boa, que possuem uma capacidade de suportar a intensidade dos jogos, esse é o primeiro ponto. O complemento com a parte física, fisiológica e o departamento médico é o trabalho de força, preventivo, de recuperação com a suplementação e o descanso que a gente realiza ao longo da semana e individualizando a carga de cada um”, revelou Luis Fernando Goulart, preparador do Atlético Goianiense.

Com a mudança de temporada sem o tempo necessário para descanso, alguns atletas ganharam folga, enquanto outros que atuaram menos começaram jogando no Campeonato Goiano. Luis Fernando Goulart então avaliou o estágio atual do rubro-negro e visando o restante do ano.

“O Atlético está em um estágio bom. Não podemos falar de início de temporada, já que está continuando e esse é o grande desafio da parte física. Temos que manter eles nesses 70 jogos que provavelmente teremos e a nossa metodologia será de individualizar a carga de treinos semanalmente, em cima dos desgastes e da condição que cada um vai apresentar, entre as contratações e quem já chegou para estarem todos em uma situação homogênea”, completou o preparador do Dragão.

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