Para ser Gamer, tem que ralar: Equipe goiana faz treinamento para ajudar nos bons resultados nos campeonatos

A equipe é uma oportunidade de jovens de baixa renda terem acesso à tecnologia e uma atividade que pode se tornar uma profissão

Postado em: 24-01-2022 às 09h27
Por: Redação
A equipe é uma oportunidade de jovens de baixa renda terem acesso à tecnologia e uma atividade que pode se tornar uma profissão | Foto: Reprodução

Os gamers ou pro-players, chamados antigamente de jogadores de vídeo games, tem se profissionalizado, e a carreira está sendo cobiçada pelos jovens. No Brasil essa nova profissão pode render até 20 mil reais por mês com patrocínios, premiações, publicidade, monetização e venda de produtos. 

Mas o que muita gente não sabe é que o treinamento desses atletas digitais vai muito além dos jogos. Uma série de profissionais está por trás das equipes para ajudar a melhorar o rendimento. Auxiliando a principal equipe da Opyt e-Sports, formada por cinco jogadores, há 22 pessoas envolvidas diretamente no treinamento entre eles, dois coachs, um analista e um psicólogo.  

A rotina inclui de seis horas diárias de prática de jogos e mais algumas horas de estudo e análise das partidas dos adversários. As refeições são planejadas por um nutricionista e os competidores precisam fazer exercícios físicos para aguentar longas horas de trabalho sentado.  

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Em Goiás, o investimento de empresas no mundo dos jogos é recente. Atualmente, a equipe Opyt e-Sports joga quatro modalidades: CS-GO, League Of Legends, Free Fire e Fifa, essa última representada por uma jovem de 22 anos. Durante a semana o foco é nos treinos OFF, rever partidas e jogadas do time e adversários, num trabalho estratégico para identificar os movimentos errados. Em outra etapa do treinamento, os gamers fazem o Scrim, jogos treino contra outras equipes.  

Erick Fernandes, o coach da equipe, detalha como é a rotina da turma. “Jogamos campeonatos semanais e uma semana por mês jogamos a Liga Gamers Club, um torneio em que participam jogadores do Brasil todo. A GH da equipe, Game House, fica no setor Brasília em Aparecida de Goiânia e oferece os equipamentos necessários para todo o treinamento”, explica.  

Para Erick, o patrocínio para a equipe de gamers é um trabalho social, que atende também jovens de baixa renda e dá uma oportunidade para que eles tenham acesso à tecnologia e uma atividade que pode se tornar uma profissão.  

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