Felipe Hirsch assina a direção artística da programação do Museu da Língua Portuguesa

Postado em: 04-05-2022 às 09h40
Por: Redação
As mesas terão transmissão ao vivo pelo Facebook e canal no Youtube do Museu da Língua Portuguesa | Foto: Reprodução

O Museu da Língua Portuguesa celebra o Dia Internacional da Língua Portuguesa (5 de maio) com uma série de atividades presenciais e gratuitas. Shows, performances, mesas de debate, lançamentos de livros e leituras de obras literárias vão ocupar vários espaços da instituição do Governo do Estado de São Paulo, como a Praça da Língua e o auditório, e também locais como o saguão central da CPTM. A programação ocorre entre 5 e 7 de maio, quando a língua portuguesa, nas suas mais variadas dimensões, vai pulsar ainda mais dentro e fora do Museu.

Entre as atividades confirmadas no dia 5 estão as mesas ‘A origem da fala e os mitos de criação’ com Jera Guarani e Daiara Tukano, às 16h, e ‘Camões com Dendê’ com a presença dos escritores Caetano Galindo e Yeda Pessoa de Castro, às 17h30. No mesmo dia, às 20h, acontece um pocket show de Juçara Marçal e Kiko Dinucci com músicas do álbum ‘Padê’, na Praça da Língua. 

No dia 6, Zion Gate Soundsystem e Batalha Santa Cruz – Ritmo e Poesia na Gare da Luz ocupam o Saguão Central da CPTM com música e muitas rimas poéticas, ao meio-dia. Às 14h, no auditório, Juliano Pessanha e Veronica Stigger participam da mesa ‘Experimentos com linguagem’, e às 17h Ailton Krenak fala sobre ‘A ideia de nação’.

No sábado (7), a jornalista espanhola Pilar del Río, presidenta da Fundação Saramago, e o escritor Milton Hatoum falam, às 14h, sobre o tema ‘Línguas Portuguesas’ no auditório. Às 17h, a jornalista Eliane Brum e o professor e líder indígena André Baniwa participam da mesa ‘Incêndios’, com mediação da jornalista Maria Fernanda Ribeiro, no auditório do Museu. 

A edição 2022 do Dia Internacional da Língua Portuguesa tem direção artística do diretor teatral e de cinema Felipe Hirsch, convidado para criar uma programação inspirada em sua peça ‘Língua Brasileira’, que fez temporada no início deste ano no Teatro Anchieta, do Sesc Consolação, por isso, o encerramento acontece no dia 7, às 19h, com cenas e músicas da peça interpretadas pelo grupo Os Ultralíricos.

“Existem mesas sobre a situação política indígena e a cosmovisão das nações indígenas dentro do País. Outras falam sobre os falares africanos brasileiros e também a respeito de literatura experimental”, afirma Hirsch. “São múltiplos temas abordados por pessoas que refletem sobre o Brasil e a nossa língua por meio da música, como é o caso da Juçara Marçal e do Kiko Dinucci, ou dentro do próprio território em que residem, a exemplo do Krenak. Fico contente em saber que o Museu queira estar em movimento e discutir esses assuntos”, completa.

Todas as atividades do evento serão filmadas. As gravações resultarão em um documentário dirigido pelo próprio Hirsch e com produção da Café Royal. Ao longo da semana, a partir de segunda-feira, dia 2, as Embaixadas do Brasil em Dublin (Irlanda), Pequim (China) e Bogotá (Colômbia), entre outras, replicam em suas redes sociais a experiência ‘Palavras Cruzadas’, da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa. Nela, é possível descobrir o significado e a origem de uma série de palavras incorporadas em nosso vocabulário.

No sábado, dia 7 de maio, o encerramento das celebrações do Dia Internacional da Língua Portuguesa incorpora o início de um novo projeto, a abertura da instalação ‘O Conto da Ilha Desconhecida’, uma homenagem ao centenário de José Saramago do Museu da Língua Portuguesa em parceria com a Fundação José Saramago, o Instituto Camões e a Companhia das Letras. Uma barca inflável, criada pela companhia Pia Fraus e livremente inspirada na obra de mesmo nome de Saramago, ficará montada no saguão B do Museu da Língua Portuguesa.

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