Goiânia Mapping Festival apresenta artes visuais, música, tecnologia e o espaço urbano da cidade

Postado em: 01-06-2022 às 10h36
Por: Lanna Oliveira
Uma das grandes referências mundiais de festivais de videomapping é o iMapp que ocorre anualmente na capital da Romênia | Foto: Divulgação

Goiânia é um celeiro cultural que vai além do sertanejo e tem se mostrado cada vez mais para o País. Manifestações culturais das mais diversas acontecem por aqui e nesta semana a capital goiana dá lugar para mais uma. O Goiânia Mapping Festival ocorre pela primeira vez nos dias 1º, 2 e 3 de junho, e apresenta um diálogo intenso entre artes visuais, música, tecnologia e o espaço urbano da cidade. O evento reafirma a inserção da região no circuito nacional das mais diversas áreas culturais.

Goiânia Mapping Festival é uma ação artística inovadora e inédita na capital de Goiás. O evento propõe ações que envolvem o uso da técnica conhecida como projeção mapeada ou videomapping, que transforma qualquer superfície, mesmo que irregular, em uma tela para reprodução de mídias. O evento ainda conta com premiação simbólica de R$ 450 em dinheiro para dois expositores selecionados de cada uma das cinco categorias: Fotografia, animação ou vídeo, graffiti, arte digital e arte naif ou desenho à mão.

Durante os três dias de evento, uma exposição coletiva de artistas visuais ocupa a parede de um edifício localizado na Avenida Goiás, no Setor Central. Além da exposição, o evento conta com transmissões online de apresentações musicais de cinco artistas goianos. Três prédios históricos em arquitetura de Art Déco de Goiânia foram reproduzidos em animação gráfica para compor a cena dos shows. Enquanto os DJs e músicos tocam, os VJs Charles Leal, Kito, e Marcelo Andrade, Alt, mixam imagens projetadas na fachada dos edifícios criados em 3D. 

O Palácio das Esmeraldas, Grande Hotel e Estação Ferroviária de Goiânia modelados em 3D servirão como palco virtual da transmissão dos espetáculos de música e imagens. “A projeção mapeada também pode ser feita de forma digital, em objetos criados por computação gráfica. Mesmo se for usá-la em um prédio de verdade, o VJ precisa mapear a superfície do edifício para projetar a exibição de imagens no computador antes de jogá-las em uma parede real”, explica Marcelo Andrade. 

De acordo com o idealizador do festival, esta é uma oportunidade dos artistas visuais que geralmente trabalham em pequeno e médio formato exporem suas obras em um tamanho que jamais imaginariam. Marcelo ganhou o prêmio máximo como VJ do Guará Mapping Festival em 2021, a primeira edição do festival que aconteceu em Santa Catarina e contou com inscrições de artistas do mundo todo. O Brasil conta também com o SSA Mapping, que ocorre anualmente em Salvador desde 2017 e o Rio Mapping Festival, no Rio de Janeiro.

Compartilhe: