Fãs de Joelma e Virgínia Fonseca procuram entender o que ocasionou inchaço nas famosas

A intercorrência que ocasionou a preocupação dos fãs da cantora e da influenciadora trata-se de uma reação a preenchedores com ácido hialurônico

Postado em: 27-06-2022 às 09h31
Por: Lanna Oliveira
A intercorrência que ocasionou a preocupação dos fãs da cantora e da influenciadora trata-se de uma reação a preenchedores com ácido hialurônico | Foto: Reprodução

Recentemente a cantora Joelma virou notícia por sua aparência estar diferente do que os fãs estão acostumados. Com o rosto inchado, especularam que ela sofria de Edema Transitório Intermitente Persistente (ETIP) causado pelo Covid-19.  A intercorrência trata-se de uma reação a preenchedores com ácido hialurônico, que tem grande afinidade com moléculas de água; ou seja, é capaz de puxar o líquido para os tecidos onde foi injetado. Outra vítima do problema foi a influenciadora Virginia Fonseca, que em 2021 acordou com seu lábio inchado.

Hoje, muitas pessoas buscam nos preenchimentos faciais uma harmonização das nuances do rosto, mas é importante entender quais as consequências que podem surgir. A farmacêutica especialista em estética avançada Ludmila Garcez relembra episódios como os da cantora Joelma e da influenciadora digital Virginia Fonseca para trazer o assunto à tona. “De antemão é importante falar que é ETIP é uma situação rara e transitória. Por isso não tenham medo de fazer procedimentos com ácido hialurônico”, diz Ludmila.

A especialista começa explicando como o Edema Transitório Intermitente Persistente (ETIP) se comporta no nosso organismo. O ETIP consiste em episódios recorrentes de edema no local da injeção do ácido hialurônico, que apresentam períodos curtos ou longos de remissão, sem evidência de nódulos palpáveis definidos. É uma reação adversa tardia ao preenchedor. “Os profissionais devem estar sempre aprimorando seus conhecimentos para conseguirem gerenciar as complicações, além de compreender as reações causadas pelo produto”, alerta.

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A explicação para o ETIP, é que, ao criar anticorpos contra algum quadro infeccioso, nosso corpo gera uma reação cruzada com ácido hialurônico. “Ou seja, o anticorpo produzido para agredir o microrganismo que causou algum quadro infeccioso, principalmente respiratório, como sinusite e problemas virais, reconhece a molécula do ácido hialurônico como se também fosse um agente agressor, desencadeando o edema”, explica Ludmila. Ela ainda ressalta que esse processo não é uma rejeição, para a tranquilidade dos usuários.

E caso você esteja passando pela intercorrência ou talvez venha a acontecer, a farmacêutica dá dicas de como amenizar os sintomas. “O tratamento é feito com medicamentos como anti-inflamatório não esteroide e anti-histamínico oral. Pode-se considerar a utilização de corticosteroide oral, antibioticoterapia e hialuronidase para a ação reversa do problema e gelo no local também ajuda”, revela a especialista. Tendo sempre o acompanhamento de um profissional competente no procedimento e no pós.

Para iniciar o tratamento do edema, é necessária a avaliação de um profissional de estética especializado, ele deve investigar o que ocorreu para causar o início do ETIP, para indicar o tratamento ideal. “Ciente da individualidade e limitações de cada caso, o profissional deve realizar o melhor procedimento e tratamento, a fim de aliviar os desconfortos do paciente”, finaliza a farmacêutica especialista em estética avançada Ludmila Garcez. Casos como estes alertam os pacientes para importância de se atentarem às essas novas tendências estéticas.

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