Zeca Pagodinho e Mano Brown batem papo sobre vida

Entre os assuntos da conversa estão carreira, saúde, projetos, parcerias, religião, espiritualidade, futebol, entre outros

Postado em: 07-07-2022 às 08h52
Por: Lanna Oliveira
Entre os assuntos da conversa estão carreira, saúde, projetos, parcerias, religião, espiritualidade, futebol, entre outros | Foto: Jef Delgado

Quando duas lendas da música brasileira se encontram, não poderia ser diferente do que assistir a história cultural do País sendo escrita diante dos nossos olhos. Mano Brown, ao lado de Zeca Pagodinho, termina a segunda temporada do podcast ‘Mano a Mano’ em grande estilo. Com suas perspectivas construídas ao longo da vida, eles conversam sobre carreira, saúde, projetos, parcerias, religião, espiritualidade, futebol e vão além. Com um tom nostálgico, o episódio está disponível no Spotify a partir desta quinta-feira (7).

O cantor Zeca Pagodinho é considerado um dos pilares do samba nacional. Por meio de sua trajetória, a história do Brasil vanguardista é contada. Apesar de levar uma vida discreta, com poucas entrevistas ao longo da carreira, ele bate um papo com outra referência da música popular brasileira. Mano Brown, no último episódio desta temporada, de forma descontraída, trata de assuntos gerais com o sambista e aposta em um tom nostálgico para revelar nuances do convidado mais que especial.

“Te acompanho há muitos anos. Você está na minha vida, assim como o James Brown e o rap estão na minha vida. Eu sou rapper, mas o Zeca Pagodinho está do mesmo tamanho pra mim. Como eu cantei Zeca Pagodinho na minha vida!”, diz Mano no começo da conversa. Homenagens feitas ao cantor e compositor Jessé Gomes da Silva Filho, mais conhecido como Zeca Pagodinho, ele relembra o começo de seu contato com a música. Segundo o artista, tudo se deu ainda muito cedo, por ter uma casa muito musical.

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“Eu acho que comecei quando eu nasci porque na minha casa tinha tanta música; os lugares que eu frequentava, todos tinham samba. Meu irmão era o cantor da família, minha irmã também cantava; eles não deixavam eu cantar. A minha mãe me deu um violão mas, mesmo assim, eu não cantava. Aí, de repente, eu comecei a compor, comecei a mexer um pouco no violão, arrumei um cavaquinho e, por ser muito bom versador, escrever muito bem… Eu era muito inspirado”, conta o sambista. “Agora, estou aqui com o Mano Brown”, conclui com risadas.

Apesar da intimidade com os palcos, Zeca revela na conversa que incialmente queria ser apenas compositor. Poucos sabem sobre seu início, principalmente as gerações que não viram o nascer do samba raiz, mas seu caminho seguiu por outros lugares. Ele foi impulsionado e incentivado a cantar por Beth Carvalho, uma das maiores intérpretes do samba no Brasil. Dono de sucessos como ‘Deixa a vida me levar’, ‘Camarão que dorme a onda leva’, ‘Sonho meu, entre outros, hoje Zeca é proprietário interino daquilo que nunca sonhou, a energia da interpretação.

 Para além da carreira, eles também discutem a responsabilidade de ser uma pessoa pública. “Eu tenho que ter cuidado, mas não preciso ter tanto cuidado porque eu não falo nada na maldade. Para mim, é tudo do meu coração”, diz Zeca. “O que as pessoas podem esperar de gente igual a nós é a nossa verdade e não fazer um personagem para apresentar e ser outro em casa. A gente pode errar numa palavra ou outra porque a gente é original também, às vezes a emoção fala mais alto”, completa o MC. 

E, ao final, Zeca comenta sobre sua relação com Xerém, distrito de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde tem propriedade. “Eu não gosto de tirar foto, principalmente em Xerém porque é o único lugar que eu sento na praça, leio jornal, tomo uma cerveja, vou à feira. Algum lugar eu quero ser o Jessé, e esse lugar tem que ser o Xerém”, finaliza. Referência como podcaster e entrevistador, Mano Brown percorreu por novos temas nesta segunda temporada de ‘Mano a Mano’ desde sua estreia em 24 de março. 

Disponibilizado gratuitamente no streaming de áudio, além de Zeca Pagodinho, a segunda temporada, em seus 16 episódios, recebeu nomes como: Emicida; Jojo Todynho; Seu Jorge e Jeferson De; Yuri Marçal e Felipe Kot; Sidarta Ribeiro; Dilma Rousseff; Cecília Olliveira e André Caramante; Thiaguinho, Salgadinho e Marquinhos Sensação; Rabino Ventura; Sueli Carneiro; Kondzilla; mãe Carmen de Oxum e Ebomi Cici de Oxalá; Dom Filó; Katiuscia Ribeiro e Salloma Salomão; e Luizão Chic Show.

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