Exposição da artista e ativista Panmela Castro é inaugurada em Goiânia

Mostra ‘Retratos Relatos’ da artista e ativista carioca Panmela Castro reabre a grande sala da unidade de cultura que ficou fechada por quase três anos

Postado em: 18-08-2022 às 08h30
Por: Redação
Panmela Castro mantém foco do seu trabalho no que ela chama de “uma busca incessante de afeto” | Foto: Reprodução

A Vila Cultural Cora Coralina inaugura, às 18h desta quinta-feira (18), a exposição ‘Retratos Relatos’, individual da artista carioca Panmela Castro, reconhecida nacional e internacionalmente por seu ativismo contra a violência que atinge mulheres e a promoção da Lei Maria da Penha. A mostra reabre a grande sala da unidade de cultura que ficou quase três anos fechada, durante o período crítico da pandemia, e que passou por uma readequação na iluminação. “Agora estamos prontos para receber exposições maiores e já temos programação fechada até dezembro com exposições agendadas e espetáculos de teatro”, comemora o coordenador do espaço, Gilmar Camilo. 

Com curadoria e texto crítico de Keyna Eleison, a mostra chega ao público goiano com novo recorte curatorial, ampliando o conhecimento e apreciação do mesmo acerca de sua obra e trajetória. Foram acrescentados cerca de 10 trabalhos entre pinturas e fotografias, criadas a partir de relatos de mulheres Brasil afora sobre casos de violência doméstica, além de outras formas de abusos. 

Durante a juventude, a própria artista também foi vítima de violência doméstica, fato que a motivou a fundar, há 10 anos, a Rede Nami, organização que usa as artes para promoção dos direitos das mulheres e o combate a abusos e violências. “O objetivo é que essas moças não passem por situações ruins como a que passei”, explica a artista. 

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Foi a partir dos relatos e depoimentos colhidos nas experiências com a Nami que Panmela deu início à série que compõe a exposição ‘Retratos Relatos’ – composta por dezenas de histórias não só sobre abuso contra a mulher, mas também sobre racismo, violência institucional, maternidade, transição de gênero, etarismo e a situação feminina durante a pandemia, com o acúmulo de funções do trabalho remoto e a responsabilidade pelos cuidados da família.

‘Retratos Relatos’ também conta com o vídeo-performance ‘Caminhar’, sobre feminicídio; e o objeto participativo ‘Caixa de Descarte’, obra inédita da artista na qual o público poderá abandonar objetos que trazem memórias ruins, presentear Panmela com objetos que considerem afetivos ou, ainda, eternizar outros itens, que virão a ser transformados em arte futuramente por ela, para a série inédita ‘Objetos Afetivos’. 

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