Inflação: em um ano, alimentos estão até 75,7% mais caros; gasolina sobe 39,1% e álcool 62,3%

Postado em: 09-09-2021 às 15h24
Por: Giovana Andrade
Inflação calculada pelo IPCA, considerada a inflação oficial do país, ficou em 0,87% no mês de agosto e atingiu 9,68% no acumulado de 12 meses. | Foto: Reprodução

A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, ficou em 0,87% em agosto e atingiu 9,68% no acumulado de 12 meses, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (09/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De maneira geral os preços de itens de consumo básico do brasileiro subiram muito, mas alguns produtos se destacam por terem ficado bem acima da média do IPCA. Um exemplo é o repolho, que assumiu o topo da lista da inflação acumulada desde setembro de 2020, com alta de 75,7%, desbancando o óleo de soja (67,7%), que vinha liderando o ranking há meses.

Outros alimentos que subiram significativamente foram o pimentão (59,5%), o pepino (59,3%), a abobrinha (58,4%) e a mandioca (41,6%).

O prato do brasileiro também ficou mais caro por causa do arroz (32,7%), do feijão fradinho (40,3%) e das carnes em geral (30,8%). Entre as carnes, as que ficaram mais caras no último ano foram músculo (38,9%), patinho (36,1%), cupim (35,5%), filé-mignon (35,3%) e lagarto comum (34,3%).

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgada nesta quarta-feira (08/09), o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 13 capitais no último mês. Considerando os primeiros oito meses de 2021, 16 capitais acumularam alta, com taxas entre 0,28%, em Goiânia, e 11,12%, em Curitiba.

Em Goiânia, com aumento mensal de 0,58%, o valor registrado em agosto foi de R$ 565,40, equivalente a mais da metade do salário mínimo.

Os números são preocupantes porque a cesta básica inclui gastos para a compra de apenas 39 produtos, entre alimentos, itens de higiene pessoal e limpeza doméstica. Ficam de fora despesas com moradia, transporte e medicamentos, por exemplo, itens tão importantes quanto a alimentação.

Além disso, não foram apenas os produtos alimentícios que tiveram aumento: o botijão de gás, essencial para a cozinha de milhões de famílias, subiu 31,7% na média nacional, e a alta dos combustíveis para veículos (30,2%) também pesa no bolso do consumidor. O álcool (etanol) disparou 62,3%, a gasolina subiu 39,1% e o diesel, 35,4%.

A energia elétrica residencial acumula alta de 21,1% desde setembro de 2020. A alta reflete o acionamento de usinas termelétricas e a importação de energia para compensar a baixa produtividade das hidrelétricas nacionais, que enfrentam uma crise por causa da seca.

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