Ao contrário de muitos países, Brasil deixa de investir na educação durante a pandemia

Postado em: 16-09-2021 às 11h22
Por: Victoria Lacerda
Enquanto entre 65% e 78% das nações elevaram o orçamento para ao menos alguma das etapas da educação básica, o Brasil não empenhou novos recursos. | Foto: Reprodução

Divulgado na manhã desta quinta-feira (16/09), o relatório da Education at a Glance 2021, feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostrou que o Brasil foi um dos poucos países do mundo que não aumentaram recursos para a educação durante a pandemia da Covid-19. 

Segundo o documento, antes da pandemia, o Brasil usava 4% do seu PIB no ensino básico, da educação infantil ao ensino técnico. Na contramão em relação a outros lugares, o percentual não foi alterado em 2020 nem em 2021 para fornecer mais recursos às escolas

O estudo avaliou os impactos da pandemia na educação de 35 países que fazem parte do grupo e oito nações parceiras, entre elas o Brasil.

Segundo o relatório, 30% das nações aumentaram o número de professores que trabalham nos anos finais do ensino fundamental e 37%, nos anos iniciais. Entre os exemplos citados está Portugal, que contratou 3.300 novos professores em 2020 para oferecer aulas de reforço aos alunos. Na Nova Zelândia, por exemplo, o governo destinou US$ 62 milhões emergenciais para fornecer internet e equipamento a alunos mais pobres ainda em junho de 2020.

Entre todos os países analisados, o Brasil foi o que ficou mais tempo sem aulas presenciais entre o ano passado e maio de 2021.

Justamente quando a educação básica mais precisava, o governo federal investiu menos nela: 2020 foi o ano com menor investimento do Ministério da Educação (MEC) no ensino básico da década.

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