Filhas fazem vaquinha para enterrar corpo de brasileira morta ao tentar atravessar fronteira dos EUA

Postado em: 17-09-2021 às 14h39
Por: Luan Monteiro
Suspeita é de que a mulher, de 49 anos, tenha morrido de fome e sede ao ser abandonada por grupo que fazia a travessia com ela | Foto: Reprodução

As filhas da técnica de enfermagem Lenilda de Oliveira, de 49 anos, estão pedindo ajuda para conseguir arcar com as despesas do traslado e do enterro do corpo da mãe, que morreu ao tentar cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos. O corpo de Lenilda foi encontrado nesta semana em Deming, Novo México. A suspeita é de que ela tenha morrido de fome e sede ao ser abandonada pelo grupo com quem fazia a travessia.

A meta da vaquinha é de R$ 100 mil. Até o momento, a família da técnica de enfermagem conseguiu arrecadar R$ 3,7 mil com a ajuda de 64 pessoas.

“É com muita dor e tristeza que venho aqui pedir a ajuda de vocês, independente do valor. Minha mãe, Lenilda de Oliveira estava desaparecida há 8 dias, no dia 15/09/21 foi encontrada sem vida na fronteira entre México e EUA. Preciso de ajuda para custear as despesas com os serviços funerários e de translado do corpo para o Brasil, para que aqui consigamos sepultá-lá. Desde já agradeço a ajuda de cada um de vocês e que Deus te abençoe em dobro”, escreveu uma das filhas de Lenilda, na página da vaquinha.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou estar a disposição para a família, mas que ainda não foi notificado pelas autoridades locais sobre a morte da brasileira.

Leia a nota do Itamaraty

“A rede consular do Itamaraty está à disposição para prestar toda a assistência cabível, respeitando-se os tratados internacionais vigentes e a legislação local. Os Consulados-Gerais do Brasil em Houston e Los Angeles, bem como a Embaixada do Brasil no México, não foram, até o momento, notificados pelas autoridades locais sobre o caso.

Em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, os consulados brasileiros poderão prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com autoridades locais e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito. O traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior para o Brasil é uma decisão da família. Não há previsão regulamentar e orçamentária para o pagamento do traslado com recursos públicos“.

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