Volta do horário de verão para frear crise energética tem apoio de 55% dos brasileiros, diz Datafolha

Em outra pesquisa realizada pelo instituto, 63% consideram que governo tem responsabilidade por crise energética.

Postado em: 21-09-2021 às 16h35
Por: Luan Monteiro
Em outra pesquisa realizada pelo instituto, 63% consideram que governo tem responsabilidade por crise energética | Foto: Reprodução

Mais de metade dos brasileiros apoiam a volta do horário de verão, criado como forma de incentivar o racionamento de energia em períodos de estiagem e extinto pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). A pesquisa foi realizada entre 13 e 15 de setembro pelo Datafolha.

Segundo o instituto, 55% dos brasileiros apoiam a iniciativa. Outros 38% rejeitam adotar o sistema em que os relógios são adiantados em uma hora durante uma parte do ano para que haja uma hora a mais de claridade durante o dia. Os demais são indiferentes ou não souberam responder.

Em julho deste ano, Bolsonaro descartou a volta do horário de verão. “O horário de verão foi comprovado que não tem ganho financeiro e a maioria é contra porque mexe no relógio biológico”, afirmou o presidente na época.

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O horário de verão foi adotado pela primeira vez no país no fim de 1931, com a finalidade de economizar energia elétrica nos meses mais quentes do ano. Ele foi aplicado sem interrupção por 35 anos até sua extinção.

Crise energética

Outra pesquisa do instituto aponta que 63% da população do país considera o presidente culpado pela crise energética enfrentada no Brasil durante o período de estiagem. O país enfrente a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, o que provoca desabastecimento nas usinas hidrelétricas e falta de energia.

As chuvas de julho e agosto foram piores do que o esperado pelo governo federal. Por conta disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária, chamada de “escassez hídrica”, que custará R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) e vigora até abril de 2022. A nova bandeira gera uma alta de 6,78% na conta de luz.

Após a inserção da nova bandeira, o governo federal decidiu contratar termoelétricas para reforçar o fornecimento de energia elétrica no país. O governo diz que as medidas tomadas até o momento evitam o risco de apagões em 2021. Para isso é necessário acionar usinas termelétricas, que produzem energia mais cara e encarecem a conta de luz.

Na última terça-feira (14), os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste estavam com 18,38% de sua capacidade de armazenamento de energia. A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é que cheguem a novembro em 11,3%.

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