Em setembro, venda de veículos novos cai em mais de 25% devido a falta de carros nas concessionárias

Levantamento da Fenabrave aponta o total de 155,08 mil veículos vendidos

Postado em: 04-10-2021 às 17h08
Por: Maria Paula Borges
Levantamento da Fenabrave aponta o total de 155,08 mil veículos vendidos | Foto: Reprodução

As vendas de veículos novos caíram 25,33% em setembro se comparado ao mesmo período de 2020, devido a falta de carros nas concessionárias. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), associação representante das concessionárias, foram vendidos, no total, 155,08 mil veículos, destes estão carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

No acumulado de 2021, as vendas chegaram a 1,577 milhão de veículos, 14,78% a mais que o mesmo período de 2020. Entretanto, a base de comparação é fraca uma vez que no ano passado as vendas foram comprometidas por conta do fechamento de revendas de carros em alguns dos maiores mercados brasileiros por aproximadamente dois meses. Na comparação de setembro com agosto, o recuo foi de 10,24%.

O problema atual está na oferta, em decorrência da falta de componentes eletrônicos nas linhas de montagem. Isto se deve a escassez mundial de semicondutores que fez com que diversas montadoras parassem a produção.

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O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, afirmou em nota que a falta de veículos novos é um fenômeno global e não apenas brasileiro. “Vivemos, hoje, possivelmente, o ponto mais crítico dessa crise de abastecimento de veículos, mas acredito que, nos primeiros meses de 2022, teremos uma clareza maior sobre a resolução do problema”.

A situação levou a associação revisar as projeções para o ano, entendendo que o crescimento calculado em julho, de alta de 11,6% nas vendas de veículos novos comparado com 2020 não condiz com a realidade. Portanto, agora a estimativa é de avanço de 4,8%.

Em contrapartida, as vendas de motos cresceram 9,26% em setembro se comparado ao mesmo mês de 2020. Foram vendidas 108,8 mil unidades e foi o único setor automotivo a ter alta comparado a agosto que teve 5,98%. “A produção está sendo absorvida pelo mercado. A procura por motocicletas cresceu na pandemia e é interessante observar como essa tendência ficará no futuro, especialmente, nas grandes cidades”, disse.

A federação revisou para cima a projeção de venda de motos neste ano, de alta de 16,2% para 22,9%. Do início do ano até setembro, a quantidade de motos vendidas cresceu em 33,34%, somando 841,5 mil unidades.

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