Paulo Freire pode ser inscrito no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’

Postado em: 25-11-2021 às 15h42
Por: Alice Orth
"A nossa surpresa é que ele ainda não seja inscrito", comentou senador. | Foto: Reprodução

A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta quinta-feira (25/11) o Projeto de Lei do Senado que inscreve o nome do educador Paulo Freire no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O texto, apresentado em 2017 pela então ex-senadora Fátima Bezerra, teve voto favorável do relator, senador Paulo Rocha (PT-PA). A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

Graduado em direito, com doutorado em filosofia e história da educação, Paulo Freire se destacou na pedagogia, com teses e abordagens marcadas pela preocupação com as injustiças sociais. Ele criou a “pedagogia da libertação” coordenou, no governo do presidente João Goulart, o Plano Nacional de Alfabetização, que buscava tirar 5 milhões de pessoas do analfabetismo.

Paulo Rocha destacou a “relevância da atuação e do legado” de Paulo Freire para a educação brasileira. Para o presidente da CE, senador Marcelo Castro (MDB-PI), o projeto “faz justiça a um dos grande nomes da nossa Pátria”. “A nossa surpresa é que ele ainda não seja inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, porque, sem dúvida nenhuma, se alguém merece esse título é Paulo Freire”, disse Castro.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), Paulo Freire permanecerá sempre vivo na memória das lutas populares e na atuação de educadores mundo a fora.

“Paulo Freire é um homem do mundo, é um herói do mundo. Percorreu mais de 50 países. Sua obra acabou por assumir dimensões universais. Dedicou sua vida e sua obra às causas dos oprimidos, desvalidos e esfarrapados do mundo todo. Sempre “esperançando”, sempre buscando superar a feiúra da opressão e alcançar a boniteza da comunhão, da liberdade, da democracia e da cidadania”, afirmou o o senador Paulo Paim (PT-RS).

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria fica no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na praça dos Três Poderes, em Brasília. Só podem nele ser inscritos nomes de brasileiros ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida à Pátria “com excepcional dedicação e heroísmo”. A homenagem só poderá ser concedida mediante lei e após 10 anos da morte do laureado.

Com assessoria

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