Anvisa recomenda exigir vacinação contra Covid-19 para entrar no Brasil; entenda

Postado em: 25-11-2021 às 16h42
Por: Maria Paula Borges
Política atual não exige comprovante de vacinação | Foto: Joel Saget/AFP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou duas notas técnicas recomendando à Casa Civil que a vacinação contra a Covid-19 seja obrigatória para entrar no Brasil, tanto por ar quanto por terra. As notas foram publicadas nesta quinta-feira (25/11). A segunda dose ou dose única deve ter sido aplicada ao menos 14 dias antes da entrada no país.

A política de entrada em vigor no país hoje não exige vacinação. A entrada de estrangeiros por rodovias ou quaisquer outros meios terrestres está proibida, com algumas exceções. A recomendação da Anvisa é só permitir a entrada de pessoas por este modal caso esteja vacinada.

“A inexistência de uma política de cobrança dos certificados de vacinação pode propiciar que o Brasil se torne um dos países de escolha para os turistas e viajantes não vacinados, o que é indesejado do ponto de vista do risco que esse grupo representa para a população brasileira e para o Sistema Único de Saúde”, pontuou a agência.

Independente do tipo de entrada a recomendação da Anvisa é que sejam aceitas as vacinas aprovadas pela própria agência ou pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As vacinas aprovadas pela Anvisa são a Pfizer, Oxford/AstraZeneca, Johnson e CoronaVac, a OMS também já valida as da Moderna, Sinopharm e Covaxin.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que os critérios para entrada de estrangeiros ou brasileiros vindos do exterior são “elaborados de forma integrada e interministerial, visando sempre a segurança e o bem-estar da população brasileira”. Entretanto, na pasta não respondeu se a exigência do passaporte de vacina será colocada em prática ou não.

A prefeitura de São Paulo pediu ao ministério que tornasse obrigatória a exigência de um passaporte vacinal para viajantes entrando no país por aeroportos ou portos. Para Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, ligado à Universidade de São Paulo (USP), a exigência da vacinação deve ser adotada para diminuir os impactos da pandemia. “Primeiro, porque você pode, nesse tipo de situação, portar variantes que eventualmente não estejam nesse território. Você pode trazer essas variantes ou esses subtipos de um lugar pra outro. A gente deve agregar várias outras estratégias que possam minimizar o impacto disso, o que inclui vacinas, obviamente”, explica.

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