Crianças de 6 meses a 5 anos podem ser vacinadas caso pedido da Pfizer seja aceito pela Anvisa

Postado em: 30-11-2021 às 11h21
Por: Alexandre Paes
O Ministério da Saúde prevê, no plano de vacinação do próximo ano, imunizar 70 milhões de crianças, o que depende de aprovação da Anvisa | Foto: Reprodução/Internet

A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse à Folha de S.Paulo que a farmacêutica pretende apresentar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido de autorização de uso da vacina da Covid-19 em crianças de 6 meses a 5 anos. No Brasil, ainda não há autorização para o uso de vacinas contra o novo coronavírus em crianças, e apenas o modelo da Pfizer vem sendo aplicado no grupo de 12 a 17 anos.

Atualmente, a agência reguladora analisa o pedido feito pelo laboratório para imunizar crianças de 5 a 11 anos. Díez afirmou que o pleito apresentado no Brasil para esse público-alvo foi o mesmo feito em outras agências reguladoras, como a FDA (Food and Drug Administration), dos Estados Unidos. As vacinas também são as mesmas para adultos e crianças, mas em dose menor.

“É um terço dose da vacina dos adultos. Solicitamos a aprovação à Anvisa e estamos esperando a resposta. Depois dessa aprovação, estamos preparando resultados para crianças de 6 meses a 5 anos. Esperamos para 2022, mas ainda não sabemos quando. A companhia ainda não comunicou os dados”, disse a presidente da Pfizer.

O Ministério da Saúde prevê, no plano de vacinação do próximo ano, imunizar 70 milhões de crianças, o que depende de aprovação da Anvisa. O governo anunciou na última segunda-feira (29/11), a compra de 100 milhões de doses da Pfizer para 2022, com possibilidade de contratar mais 50 milhões de vacinas do mesmo modelo.

A presidente da Pfizer no Brasil afirmou que espera o resultado do pedido de vacinação do grupo de 5 a 11 anos ainda em dezembro. Integrantes da Anvisa evitam cravar um período para o fim da análise, mas dizem que o processo corre dentro da normalidade.

A presidente da Pfizer no Brasil foi questionada sobre esse movimento antivacina que tem ocorrido no mundo e sobre as ameaças que membros da Anvisa têm sofrido por causa da possível aprovação da vacinação de crianças. Para ela esse é um tema de preocupação em todo o mundo. No entanto, ela disse acreditar que o movimento no país não é tão forte como em outros lugares.

“Sempre vai ter alguns países de pessoas que são contra a vacina, mas a vacina precisa ser voluntária. As pessoas têm a liberdade de escolher não se vacinar, se preferirem não se vacinar, mas têm que entender que as vacinas salvam vidas. Nós protegemos as pessoas que estão ao redor de nós quando nós nos vacinamos”, concluiu.

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