Organização Mundial da Saúde recua e desiste de classificar velhice como doença após repercussão negativa

Postado em: 16-12-2021 às 16h13
Por: Victoria Lacerda
O CID é um conjunto de 55 mil códigos usados por profissionais da saúde, pesquisadores e formuladores de políticas públicas. Está na sua 11ª atualização. | Foto: Reprodução/Internet

Na última quarta-feira (14/12), a Organização Mundial da Saúde recuou e desistiu da decisão de classificar a velhice como doença na nova versão CID 11 (Classificação Internacional de Doenças), que entra em vigor em janeiro de 2022. A decisão foi tomada após forte pressão internacional das principais organizações científicas e da sociedade civil.

O médico e gerontólogo brasileiro Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade foi quem confirmou a mudança decidida pela OMS. 

Vale lembrar que a proposta anterior era fazer a substituição do termo senilidade (código R-54), que já existe na CID, por velhice sem menção de psicose; senescência sem menção de psicose e debilidade senil (MG2A). A OMS divulgou em meados de setembro essa decisão e recuou nesta semana devido à forte pressão negativa, o entendimento foi que, ao assinar um atestado ou um diagnóstico, o médico poderia passar a considerar velhice como doença.

O CID é um conjunto de 55 mil códigos usados por profissionais da saúde, pesquisadores e formuladores de políticas públicas. Está na sua 11ª atualização. A sugestão agora é que o texto do código seja “declínio da capacidade intrínseca associado ao envelhecimento”. Porém, ainda pode haver alterações até o fim do ano.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU, 1982), o ser idoso difere entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Nos primeiros, são consideradas idosas as pessoas com 65 anos ou mais, enquanto nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, são idosos aqueles com 60 anos ou mais. 

*Com informações da Folha de São Paulo 

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