Após admitir gastos públicos para ir aos EUA, Zambelli é chamada de “mentirosa” por internautas

Ao rebater às críticas, ela afirmou que “o trabalho de um deputado também consiste em fazer intercâmbio com outros países”

Postado em: 31-01-2022 às 17h50
Por: Maria Paula Borges
Ao rebater às críticas, ela afirmou que “o trabalho de um deputado também consiste em fazer intercâmbio com outros países” | Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A deputada Carla Zambelli (PSL0SP) viajou aos Estados Unidos para participar da Marcha Nacional pela Vida, contra o aborto, no dia 22 de janeiro de 2022. A viagem, entretanto, foi financiada pelo dinheiro público, conforme publicação da própria deputada nas redes sociais.

Anteriormente, a parlamentar já havia sido questionada e afirmou que a viagem foi financiada com recurso próprio, recuando e admitindo de onde o dinheiro veio de fato. Zambelli foi criticada pelos próprios eleitores, que se revoltaram com o fato de ela ter usado verba pública para viajar.

A justificativa da deputada foi que a Câmara dos Deputados a teria enviado em missão oficial e o intuito de sua participação foi o de “defender a vida”. Em relação as despesas, ela rebateu afirmando que as críticas são uma “desculpa esfarrapada dos apologistas da morte”.

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A viagem consta no portal da Câmara dos Deputados, ocorrida entre os dias 19 e 23 de janeiro, além de constar que foi em missão oficial, com o objetivo de participar do evento “March for Life e de visita ao parlamento americano”. Nas despesas, foram totalizados R$ 10.939,68.

No Twitter, internautas começaram a utilizar a frase ‘Zambelli Mentirosa’. “Quando essa inútil, q só serve pra gastar dinheiro público pra seu próprio benefício será responsabilizada por seus crimes? ZAMBELLI MENTIROSA”, disparou uma internauta.

Às críticas da internet, Zambelli disse que “o trabalho de um deputado também consiste em fazer intercâmbio com outros países sobre aquilo que fui eleita para defender: direito à vida e liberdade, dentre outras coisas”. Além disso, se defendeu ao rebater a um internauta dizendo que se ele “não entende a importância de se lutar contra o aborto de forma mundial, você não é, nem nunca será meu eleitor, neste caso: dane-se. Vai cobrar seu deputado”.

A deputada divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado de Gustavo Gayer, youtuber goiano de um canal pró-Bolsonaro apontado pela CPI da Covid como um dos que mais lucraram com a disseminação de fake news. As imagens foram gravadas no Memorial Abraham Lincoln, em Washington, e no post ela citou o ex-presidente norte-americano dizendo “aqueles que negam liberdade aos outros não a merecem para si mesmos”.

Ao Correio Braziliense, a assessoria de Zambelli enviou uma nota explicando os fatos, afirmando que a deputada não recuou e que preza pela transparência. “Diferentemente do que fora afirmado, a deputada não recuou de qualquer afirmação feita, uma vez que, prezando pela transparência de seu mandato, disse à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, em 18 de janeiro, que viajaria em Missão com passagens custeadas com recursos próprios e que haveria diárias custeadas pela Câmara, o que lhe é por direito regimental. Em 19 de janeiro, portanto na data seguinte, Carla Zambelli divulgou em sua conta no Instagram que recebera 04 diárias para a missão nos Estados Unidos”, explica a nota.

A assessoria ressalta ainda que essa é uma narrativa de militantes pró-aborto para desmoralizá-la. “Diferentemente do que fora afirmado, a deputada não recuou de qualquer afirmação feita, uma vez que, prezando pela transparência de seu mandato, disse à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, em 18 de janeiro, que viajaria em Missão com passagens custeadas com recursos próprios e que haveria diárias custeadas pela Câmara, o que lhe é por direito regimental. Em 19 de janeiro, portanto na data seguinte, Carla Zambelli divulgou em sua conta no Instagram que recebera 04 diárias para a missão nos Estados Unidos”, explica a nota.

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