PGR diz que vai apurar se Monark e Kim Kataguiri fizeram apologia ao nazismo na internet

Monark e o deputado federal serão investigados após considerarem que a Alemanha errou ao ter criminalizado o partido nazistal

Postado em: 09-02-2022 às 11h00
Por: Alexandre Paes
Monark e o deputado federal serão investigados após considerarem que a Alemanha errou ao ter criminalizado o partido nazistal | Foto: Reprodução

Na última terça-feira (8/2), o procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a instauração de procedimento para apurar a possível prática de crime de apologia ao nazismo pelo youtuber Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, e pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP).

Durante o programa “Flow Podcast” transmitido nesta segunda-feira (7/2), Monark, que é um dos apresentadores, defendeu o reconhecimento, pela lei, de um partido nazista no Brasil. Ele afirmou que as pessoas teriam o direito de ser idiotas e até mesmo anti-judeus. Após as declarações, o youtuber foi desligado do programa.

Segundo o material divulgado pela PGR, Kim Kataguiri também será investigado porque, questionado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) no podcast, afirmou considerar que a Alemanha errou ao ter criminalizado o partido nazistal. Segundo ele, “por mais absurdo, idiota, antidemocrático, bizarro, tosco que o sujeito defenda, isso não deve ser crime”.

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A assessoria criminal de Aras vai analisar o teor das declarações, já que o caso envolve um parlamentar com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal. O PGR, embora não possa se posicionar sobre o caso específico, reiterou sua posição contra o discurso de ódio e a favor do respeito às diferenças, ao pluralismo e ao multiculturalismo, como reconhecido pela Constituição.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) já defendeu que “o direito à liberdade de expressão não é absoluto e repudiar o nazismo é uma tarefa permanente, que deve ser reiterada por todo”.

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