Estudantes relatam erro em notas do Enem e UNE pede para Inep revisar notas; entenda

Ministro da educação publicou que as notas seriam divulgadas na última quarta-feira e estudantes apontaram instabilidade no site

Postado em: 10-02-2022 às 18h03
Por: Maria Paula Borges
Ministro da educação publicou que as notas seriam divulgadas na última quarta-feira e estudantes apontaram instabilidade no site | Foto: Adriana Toffetti

A União Nacional dos Estudantes (UNE) pediu para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) revisar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pedido foi feito nesta quinta-feira (10/2) e segundo a entidade, diversos estudantes relataram que as notas estão erradas, entretanto o Inep ainda não se manifestou.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, divulgou que as notas já poderiam ser acessadas, mas o anúncio aconteceu horas antes de o Inep finalizar o carregamento dos resultados, frustrando alunos que buscavam acessar as notas. Ainda na última quarta-feira (9/2), estudantes apontaram instabilidade na página do participante, em que o resultado é divulgado.

Em resposta as publicações da UNE e do governo nas redes sociais, alguns estudantes reclamaram inclusive de supostos erros nas notas da redação.

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O resultado da prova estava previsto para ser divulgado na próxima sexta-feira (11/2), mas o ministro anunciou a antecipação. “Um agradecimento especial à gestão e equipe do Inep que, mais uma vez, provaram ter competência, tecnicidade e o empenho para antecipar esse resultado tão aguardado por nossos estudantes”, afirmou o ministro.

Entretanto, a UNE publicou que as notas não foram publicadas, devido ao não carregamento, ressaltando a ansiedade por parte dos alunos e a falta de respeito por falta das entidades.

Diante do problema, a UNE solicitou um “posicionamento urgente” do Inep e do Ministério da Educação (MEC).

A edição mais recente do Enem, foi marcada por diversos problemas e controvérsias. O presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que desejava uma prova com “a cara do governo”, chegando a pedir para Ribeiro para que houvesse questões sobre o golpe militar de 1964, segundo a Folha de São Paulo.

Nas proximidades da data de aplicação da prova, vários servidores do Inep pediram demissão de cargos de confiança e denunciaram situações de assédio moral que sofreram para suprimir perguntas com temas considerados inadequados.

Vale ressaltar que o Enem é o principal meio de entrada de alunos no ensino superior, uma vez que a nota da prova é responsável por fornecer a possibilidade de os candidatos tentarem vagas nas principais universidades públicas do Brasil, além de acessar o Programa de Universidade para Todos (Prouni) e o Financiamento Estudantil (Fies).

As provas aconteceram nos dias 21 e 28 de novembro, destacando a preocupação para a menor quantidade de participantes desde 2014, além disso, dos 3,1 milhões de inscritos, 930 mil não compareceram ao exame. Foram aplicadas também provas nos dias 9 e 16 de janeiro por problemas de falta de luz no local de aplicação do exame e para um grupo que conseguiu isenção após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), além de estudantes privados de liberdade ou sob medidas socioeducativas que inclua a privação de liberdade.

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