Venezuelano é assassinado em São Paulo por uma dívida de aluguel; caso relembra Moïse

Segundo informações do boletim de ocorrência da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo, o serviço de atendimento de emergência (SAMU) foi acionado, mas constatou o óbito da vítima ainda no local.

Postado em: 11-02-2022 às 17h55
Por: Agência Brasil
O caso segue sendo investigado pelo 1º Distrito Policial de Mauá | Foto: Reprodução

Um imigrante venezuelano foi assassinado na cidade de Mauá, da Grande São Paulo, por uma dívida de aluguel de R$ 100 reais. Marcelo González (21 anos), foi baleado pelo proprietário de seu apartamento alugado, na Quinta-feira da semana passada (3).

Segundo informações do boletim de ocorrência da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo, o serviço de atendimento de emergência (SAMU) foi acionado, mas constatou o óbito da vítima ainda no local.

O proprietário do imóvel, de 41 anos de idade, teria fugido do local do crime, mas posteriormente foi capturado pela polícia na última Terça-feira (8). O caso segue sendo investigado pelo 1º Distrito Policial de Mauá.

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Na última Quinta-feira (10), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo emitiu uma nota lamentando o assassinato do jovem venezuelano que deixou quatro filhos, esposa, irmão, sogra e avó da esposa que dividiam o apartamento com ele.

“Mais um caso que estarrece as comunidades imigrantes em todo o território e que, somado ao do migrante Moïse Mugenyi Kabagambe, assassinado no último dia 24/01/2022 no Rio de Janeiro, evidência a violência sofrida pelas comunidades imigrantes, por meio da xenofobia, racismo, precarização do acesso à direitos e outras formas de violência, chegando na sua forma mais cruel, o silenciamento de vidas migrantes”

A Base Warmis, grupo de mulheres voluntárias que atua no combate à violência e discriminação, cobrou justiça nas redes sociais. “Exigimos justiça para o Marcelo e para todas as pessoas migrantes e refugiadas que perdem a vida nesse país por causa da intolerância e a falta de respeito à diversidade” disse a organização Base Warmis nas redes sociais.

Caso Moïse

O caso estarrece a sociedade e ressoa mais ainda em sequência ao caso Moïse. O imigrante congolês de 24 anos, Moïse Mugenyi Kabagambe, foi amarrado e espancado até a morte por funcionários de um quiosque na orla do Rio de Janeiro no dia 24 de Janeiro. De acordo com testemunhas, ele teria ido ao local cobrar uma dívida pelo trabalho executado no quiosque.

Os agressores declararam em depoimento que a vitima teria começado uma briga no estabelecimento. Três homens foram presos acusados de participar das agressões que causaram a morte do jovem.

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