Jovem brasileira é presa com 15,5 kg de cocaína na Tailândia; no país, crime é punido com pena de morte

Segundo familiares, a própria jovem informou sobre a prisão e pediu ajuda

Postado em: 21-02-2022 às 17h19
Por: Maria Paula Borges
Segundo familiares, a própria jovem informou sobre a prisão e pediu ajuda | Foto: RPC/Reprodução

Uma jovem brasileira de 22 anos, Mary Hellen Coelho Silva, foi presa com 15,5 kg de cocaína no aeroporto de Bangkok, na Tailândia. Mary Hellen estava ainda com outros dois homens que também foram detidos na apreensão. É importante ressaltar que na Tailândia o tráfico de drogas pode ser punido com pena de morte, levando em consideração a quantidade e circunstância.

Segundo autoridades tailandesas, a droga estava escondida em compartimento oculto da bagagem.

Em entrevista ao G1, a irmã da jovem, Mariana Coelho, afirmou que o objetivo é que Mary Hellen não pegue a prisão perpétua ou pena de morte. Ainda segundo Mariana, a família ficou sabendo da prisão pela própria Mary Hellen, por meio de um áudio enviado via aplicativo de mensagens.

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Mariana relata que Mary Hellen a contatou desesperada e contanto o acontecido. “No domingo passado ela fez contato comigo. Ela me mandou um áudio desesperada falando que tinha sido presa na Tailândia. Pediu para eu ajudar ela de alguma forma, entrar em contato com a embaixada brasileira. Só que eu não tinha noção da dimensão daquilo, não sabia da gravidade. Pra mim, ela estava viajando para Curitiba atrás de algum namorado, estas coisas que os jovens fazem”, disse.

Ao receber a notícia, a mãe das jovens, que luta contra um câncer, precisou ser internada. “A gente não sabia. Ela trabalhava com carteira assinada em uma churrascaria da cidade. Ela tinha o serviço dela, tudo certinho. A gente não sabe o que levou ela a fazer isso. A gente ficou em estado de choque, estamos desesperados”, contou Mariana.

Segundo a irmã, a família está esperando notícias da jovem. “A gente quer uma notícia dela, saber como ela está sendo tratada lá. Acho que a família tinha direito de pelo menos saber como ela está. Imagina a gente aqui, uma semana, sem saber o que aconteceu. A gente não sabe nada. Esse crime é gravíssimo e as vezes ela não tinha nem consciência do que estava acontecendo. Eu acho que ela não sabia de nada disso, pra mim ela foi enganada, induzida”, explica.

Na tentativa de trazer Mary Hellen para o Brasil, a família está se mobilizando por meio das redes sociais, com esperança de que ainda há o que fazer. “Queremos uma ajuda, não é possível que não tem nada o que ser feito. Eu mandei um e-mail para o Itamaraty. Eles me retornaram dizendo que tem ciência que a minha irmã estava presa em Bangkok, mas que eles não poderiam contratar um advogado. Eu não sei na verdade como eles podem ajudar. Acho que ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém. Pagar com a vida é muito forte, né? Uma menina de 22 anos é muito jovem”, lamenta.

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