Mario Frias pediu R$ 33 mil em indenização após viajar para Nova York com dinheiro público

Mario Frias havia viajado para Nova York, em dezembro, com o objetivo de se reunir com o bolsonarista e lutador de jiu-jítsu Renzo Gracie

Postado em: 27-02-2022 às 11h20
Por: Eduarda Albuquerque
Mario Frias havia viajado para Nova York, em dezembro, com o objetivo de se reunir com o bolsonarista e lutador de jiu-jítsu Renzo Gracie | Foto: Reprodução

Após realizar viagem de R$ 39 mil para Nova York com dinheiro público, Mario Frias, secretário especial de cultura do governo, pediu indenização de R$ 33 mil. Segundo o funcionário, o que fez com que ele movimentasse a ação foi o atraso e o descaso das companhias aéreas Gol e American Airlines.

A indenização (contratual e processual) foi movida no começo de fevereiro e encerrada poucos dias depois no Tribunal de Justiça de São Paulo. Embora o andamento da ação seja pública, o conteúdo é de difícil acesso. O pedido de extinção aconteceu porque a repercussão da notícia causou desgastes na imagem pública do secretário.

Mario Frias havia viajado para Nova York, em dezembro, com o objetivo de se reunir com o bolsonarista e lutador de jiu-jítsu Renzo Gracie. Toda a viagem e demais despesas do secretário foram pagas com dinheiro público.

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Exaltação nazista

No passado, em 2012, o lutador de jiu-jítsu fez piada com o contexto histórico da França durante a Segunda Guerra Mundial, quando o país foi tomado pelas tropas alemãs. Além disso, Renzo publicou em seu Twitter a frase “My honor is my loyalty” (em tradução livre: Minha honra é minha lealdade). A frase era atribuída a Heinrich Hinmler, conhecido por ser um dos maiores líderes do nazismo.

A frase era gravada na fivela do cintos nos uniformes da polícia alemã SS, e integrava um dos diversos slogans da Alemanha nazista de Hitler.

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