Câmara aprova projeto que vai auxiliar pacientes com câncer de mama atendidos pelo SUS

A medida pretende orientar e agilizar o diagnóstico e o tratamento. Se aprovado no Senado, o programa deverá ser integrado à Política Nacional de Atenção Oncológica do SUS

Postado em: 10-03-2022 às 10h00
Por: Alexandre Paes
A medida pretende orientar e agilizar o diagnóstico e o tratamento. Se aprovado no Senado, o programa deverá ser integrado à Política Nacional de Atenção Oncológica do SUS | Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (9/3) o projeto de lei que cria um programa para acompanhar casos de câncer de mama por meio da abordagem individual dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida pretende orientar e agilizar o diagnóstico e o tratamento, e a matéria agora segue para aprovação do Senado.

Segundo a relatora, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), o projeto constitui um modelo de prestação de serviços centrado no paciente, que pretende oferecer treinamento dos profissionais da saúde ou assistência sobre a importância do planejamento e coordenação do cuidado com o paciente desde o diagnóstico até o início do tratamento nos serviços de oncologia.

“Queremos mostrar para as pessoas que o problema da saúde pode merecer soluções melhores. Oferecer melhor acompanhamento para populações em áreas onde o acesso aos cuidados de saúde são frágeis e subfinanciados”, explicou a deputada.

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O programa deverá ser integrado à Política Nacional de Atenção Oncológica do SUS. O texto determina que seja oferecido planejamento adequado das necessidades do paciente e que se identifiquem barreiras nos processos de diagnóstico e de tratamento.

Segundo Carmen Zanotto, as mulheres atendidas pelo SUS representam 40% dos casos diagnosticados já em estágio avançado, percentual que é de 18% entre as que têm acesso à saúde privada. “Capacitando os profissionais, facilitaremos a trajetória do paciente durante o tratamento contra o câncer, auxiliando no agendamento de exames e consultas e explicando sobre o sistema de saúde”, concluiu a relatora.

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