Comércios digitais se preparam para abraçar Metaverso

Postado em: 26-04-2022 às 08h52
Por: Rodrigo Melo
Tecnologia deve movimentar bilhões de dólares nos próximos anos | Foto: Reprodução

O Brasil tem mais de 80 milhões de consumidores online, que movimentam quase R$ 90 bilhões por ano, segundo pesquisa da Ebit, associação que mede a reputação das lojas virtuais por meio de pesquisas com consumidores reais. Os números do e-commerce no país crescem e empreendedores do setor devem ficar atentos às inovações e tendências que podem ser aplicadas aos negócios, para aproveitar as oportunidades e esse amplo público.

É o caso do Metaverso, espaço virtual em 3D onde as pessoas podem imergir e interagir por meio de recursos como a realidade aumentada. Anunciada recentemente, a tecnologia vem repercutindo bastante e já foi abraçada por grandes marcas, que estão apostando em lojas e provadores virtuais e na comercialização de produtos 100% virtuais.

A expectativa é que o Metaverso movimente bilhões de dólares nos próximos anos, e revolucione a jornada do consumidor, segundo o consultor de E-commerce, Eric Vieira. “O e-commerce que incluir o Metaverso como um novo canal de interação e compra proporcionará novas experiências aos clientes. Será possível, por exemplo, entrar em uma loja virtual com um avatar, provar diversas camisetas e comprar somente a que ficar melhor. O consumidor terá uma experiência muito próxima de uma atividade que realizaria no mundo físico, podendo testar produtos e serviços de maneira muito realista”, explica Eric.

Adesão exige infraestrutura adequada e preparo antecipado

Grandes empresas no país já estão se aventurando com a nova tecnologia, das mais diversas áreas, como de telefonia e até fabricante de chocolates. Vieira aponta que negócios de diferentes portes poderão aproveitar as novas possibilidades, mas para isso o empreendedor deverá estar atento aos aspectos inerentes à implantação de um novo canal de vendas.

“A inauguração de um novo canal é sempre um desafio, tanto em relação à preocupação de manter uma boa experiência do usuário, quanto às questões técnicas de implementação de uma infraestrutura adequada. No Metaverso, isso não será diferente. O varejo online terá que disponibilizar uma boa experiência de compra, considerando que o cliente ainda não estará ambientado ao novo canal. Por isso, será preciso minimizar os riscos de rejeição”, esclarece o executivo.

Nesse sentido, a arquitetura de infraestrutura pode impactar de forma significativa o sucesso desse tipo de iniciativa. É necessário implementar um ambiente adequado ao volume de acessos e interações e nessa hora pode-se esbarrar em outro desafio, que é a disponibilidade de profissionais qualificados. Para que isso aconteça, é necessário que haja incentivo e projetos para formar especialistas no negócio e-commerce aliado a novas tecnologias, para que essas pessoas sejam capazes de tornar essas experiências excelentes, já que ainda é considerado que atualmente o número de profissionais da área seja escasso se comparado ao crescimento do setor.

“Além dessa necessidade cada vez maior de profissionais especializados em negócios e comércio digitais, haverá poucas pessoas com conhecimento técnico em Metaverso no mercado. Todos esses pontos devem ser considerados e quem antecipar sua preparação para ingressar no novo universo de possibilidades, estará em vantagem. Um e-commerce que possui presença forte com website, aplicativo e marketplace, ao aderir ao Metaverso alcançará uma posição de mais destaque em relação aos concorrentes”, conclui Vieira.

E-commerce mantém ritmo de alta em 2022

Turbinado na pandemia, o e-commerce segue em alta, demonstrando logo no primeiro trimestre, o volume de vendas que avançou quase 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são conforme indicadores da Neotrust com o comitê de métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital.

De acordo com o estudo, 17,5% dos internautas brasileiros fizeram ao menos uma compra não presencial. Os itens mais procurados foram equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (42,5%), móveis e eletrodomésticos (28,7%) e tecidos, vestuário e calçados (10,5%).

Entre fevereiro e março, o crescimento das vendas do ecommerce foi de 22%.

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