“Os estoques estão reduzidos”, afirma Petrobras ao anunciar novo aumento no preço do diesel

Postado em: 09-05-2022 às 16h20
Por: Augusto Sobrinho
Além disso, a empresa alega que esse é o primeiro reajuste em 60 dias | Foto: Reprodução

Os motoristas de caminhões, ônibus e veículos pesados foram surpreendidos, nesta segunda-feira (09/05), com mais um aumento no preço do diesel anunciado pela Petrobras. O preço do litro do combustível nas distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91, um aumento de R$ 0,40 a partir de amanhã (10/05).

Segundo a empresa, esse é o primeiro reajuste do combustível em 60 dias. A gasolina e o GLP tiveram seus preços mantidos. Com o reajuste, a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel passará a custar para a distribuidora R$ 4,42 por litro, em vez dos atuais R$ 4,06, uma alta de R$ 0,36.

Essa é a parcela da Petrobras no preço cobrado do consumidor, que ainda inclui custos e margens de lucro das distribuidoras e dos postos de combustível, além do ICMS. A empresa justifica o aumento informando que o balanço global de diesel está sendo impactado, nesse momento, por uma redução da oferta frente à demanda.

“Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, informa a empresa na nota divulgada à imprensa.

A Petrobras informa ainda que suas refinarias estão operando próximo ao nível máximo e que o refino nacional não tem capacidade de atender a toda a demanda do país. “Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado”, explica a Petrobras na nota.

(Com informações da Agência Brasil)

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